domingo, 9 de outubro de 2011

Roupas utilizadas para o 16º Capítulo

Roupa utilizada por Mariza

Roupa utilizada por Inês

Pijama utilizado por Mariza

Pijama utilizado por Inês

16ºCAPÍTULO - narrado por Inês Oliveira

Estava uma bela manhã de Sábado, eu tinha acabado de acordar, fui tomar um duche para me despachar, porque hoje iria ter um longo dia. Para começar iria às compras com a Mariza porque esta noite ia ser a festa do pijama com as mulheres/namoradas dos jogadores, depois das compras ia estudar a casa do Mauro e há noite seria a festa. Por isso, tratei de me despachar. Peguei nas minhas coisas e no casaco do David. Saí de casa ao mesmo tempo que a Mariza, montamos na sua mota e lá fomos nós para as compras.
- Ai Mariza, como eu gosto de te ver assim.
- Assim como Loirinha?
- Assim, tão contente, apaixonada, o Javi faz-te mesmo bem. – Ri.
- Não sejas tonta, e não digas disparates.
- É verdade! Agora até aposto que vais deixar de ter tempo para mim. – Disse ao mesmo que esboçava um beicinho.
- Oh lá estás tu a exagerar, ah e quem passa os tempos todos em casa do Sr. Rúben não sou eu.
- Eh eh, onde queres chegar com isso? Sabes bem que só vou lá para fazer os trabalhos com o Mauro.
- Só só. Engana-me que eu gosto.
- Vamos almoçar?
- Agora desvia a conversa.
- Só não me apetece falar sobre isso ok? Já te disse o que penso. Para mim namorar agora não, já chega, depois do Fernando esquece, ainda para mais com jogadores, oh não, nem pensar. Agora vamos mas é almoçar que tenho o Mauro há minha espera.
- Pronto pronto, Agora diz que é o Mauro, mas estava só a brincar Loirinha, tem calma. Sim vamos que combinei estar com o Javi antes de irmos para a festa.
Já tínhamos as compras todas feitas e almoçado. A Mariza deixou-me há porta da casa do Mauro e foi ter com o Javi.
Toquei há campainha:
- Inêssss!!! – Exclamou o Rúben mostrando-se bastante animado com a minha presença. – Estás boa? – Deu-me dois beijinhos. - Que te trás por cá?
- Sim estou. Combinei vir ter com o teu irmão.
- Há, ele está lá em cima, eu acompanho-te até lá.
- Deixa eu sei onde fica, obrigada.
- Espera. Esse casaco não é do David?! – Disse reparando no casaco que tinha entre o meu braço.
- Olha mano, já escolhi o….Inêssss!!! Que cê faz aqui? – Exclamou o David aparecendo vindo da sala, surpreendido por me ver ali.
- Ei puto, aquele casaco não é teu? – Questionou-se o Rúben.
- Toma David. Mais uma vez obrigada. – Disse devolvendo-lhe o casaco.
- Oh não tem dji agradecer.
- Pera pera, PAROU TUDO! – Interrompeu o Rúben. – Que é que se está a passar aqui?! É que eu não estou a apanhar nadinha!
- Então Rúben é que … que … - Enrolava eu enquanto olhava nervosa para o David.
- Manz cê sabe … - Fitava-me ele sem saber o que dizer.
- Sei? sei o quê? Vocês estão a gaguejar de mais, desembuchem!
- Tá bom, eu conto. Lembra do jantar da outra noite?
- Sim, que tem?
- Então eu fiquei de levar a Inês a casa dela, mas a sua bolsa ficou cá em sua casa e ela ficou lá no meu apartamento.
- Ai sim? Oh podias ter vindo cá. Como já era tarde até cá podias ter ficado a dormir.
- Oh nós resolvemos, obrigada aos dois pela preocupação, agora vou subir que o Mauro já deve estar há minha espera. Com licença. – Disse. Subi as escadas rapidamente e entrei no quarto do Mauro, como de previsto ele já estava há minha espera e já tinha começado a trabalhar.
- Porque é que não me dizes-te que a Inês dormiu em tua casa?
- Não achei que cê precisasse dji saber. Nem foi nada de mais.
- Nada de mais? Puto tamos a falar da Inês, da INÊS!
- Calma manz, cê tá muito exaltado!
- David sabes o que ela significa para mim e agora dizes-me que dormiu em tua casa, como queres que reaja?
- Não ia deixar ela dormir na rua né? E ela ainda me pediu dinheiro p’ra ficar aí em uma pousada qualquer, cê preferia que ela ficasse num lugar qualquer ou em casa de seu melhor amigo?
- É puto, tens razão, desculpa aí! E obrigado.
- Obrigado dji quê?
- Por teres tomado conta da minha menina.
(“Da minha menina” ai que agora ferrou tudo. Essas palavras nunca mais iriam sair da minha cabeça. Depois daquela noite acho que fiquei doidão com aquela loirinha e aqueles olhinhos azuis piscando, brilhando. Eu não podia tar fazendo isso com meu melhor amigo. Puxa o quanto ele gostava dela. Onde eu me fui meter.) Pensou o David depois de ouvir as palavras apaixonadas do Rúben.
- É…ah…dji nada mano.
Eles voltaram para a sala e continuaram a jogar playstation. A Mariza estava a passar uma excelente tarde em casa do Javi e eu continuava atracada no quarto do Mauro rodeada de papéis farta de estudar. Levantei-me:
- Já chega por hoje. Uffa!!! – Suspirei.
- É. Já trabalhamos bastante hoje. Vamos descer e comer alguma coisa?
- Se trabalhamos. Estou esfomeada, mas vou ter de deixar para outro dia, tenho de ir andando que ainda tenho umas coisas a preparar antes da festa.
- Que festa?
Fui-lhe contando enquanto descíamos as escadas.
- Bem então diverte-te. – Desejou-me o Mauro.
- Já vais? - Veio disparado o Rúben ao nosso encontro.
- É, tenho umas coisas a tratar ainda.
- Vais para casa? Eu levo-te!
- Eu posso levar você dji novo se quiser. – Ofereceu-se o David.
Os olhos do Rúben faiscavam enquanto olhava ferozmente para o David que inocentemente nem notara o que tinha acabado de fazer.
- Se não se importarem. Mas só se não incomodar.
- Não incomodas nada.
- Não incomoda nada. – Disseram os dois amigos ao mesmo tempo.
Sorri.
- Deixa mano eu levo ela, eu vou indo também.
- Hum… Tá bem. – Disse o Rúben desapontado por não ter conseguido o que tencionava. – Não te esqueças da mala desta vez. – Alertou.
- Não paizinho. Está bem aqui, olha. – Disse apontando para ela.
- Bem vamo lá então. Txauzinho. A gentji se vê amanhã no treino.
- Adeus Mauro, Adeus Rúben. – Despedi-me com dois beijinhos em cada um, e saímos. Entramos no carro, a meio do caminho o meu estômago sem mais demora, já faminto deu alerta.
- Isso foi seu estômago?
- Up’s, ouvis-te? Desculpa, não como nada desde que almocei.
- Vamo lanchar então, ou cê tem que ir já p’ra casa?
- Por mim, só não posso demorar muito que logo tenho a festa em casa das meninas.
- Qui festa? Qui meninas?
- Eu explico enquanto lanchamos, pode ser?
- Ta bom, vamo ali a um cafezinho maneiro que eu e o Rúben costumamos ir ás vezes.
Chegamos ao tal cafezinho, cada um fez o seu pedido e fomos sentar-nos numa mesa na esplanada.
- Então qui festa é essa? – Interrogava-se o David.
- Bem, quando eu fui ver um jogo vosso, olha, até foi naquele dia que me obrigas-te a falar com o Rúen …
- Pois, me desculpa esse dia, não tava aguentando ver ele naquele estado. – Interroumpeu.
- Ohhh que querido. Mas já passou, eu compreendi. Continuando… As raparigas convidaram-me para uma festa do pijama que vai ser hoje em casa da Romanella…
- A namorada do Savi, né? Você vai-se divertir bastante, elas são bem legais.
- Espero que sim, se tu dizes. Bem agora acho que é melhor irmos andando se não começa a ficar tarde e não quero deixar a Mariza há minha espera. – Levantei-me ao mesmo tempo que procurava a carteira para pagar.
- Que cê tá fazendo?
- Eu vou pagar o lanche.
- Ficou maluca?! Nã nã nã nã, quem convidou p’ro lanche fui eu, por isso quem paga sou eu!
- Oh não, nem penses, já fiquei em tua casa e agora um lanche? Oh David é a minha deixa de te recompensar então?!
- Compensa outro dia, mais hoje pago eu.
- Pronto, já que insistes, mas fica já aqui combinado que para a próxima pago eu!
- Então isso quer dizer que vai haver próxima?! – Perguntou entusiasmado.
- É, talvez quem sabe, porque não?!
- Ta bom então, vou ficar esperando, mas vou ficar mesmo.
- Ahah Ok ok, podes esperar que eu não me esqueço, está Combinadissimo.
Depois de um lanche rápido e bem divertido com o David, rapidamente ele deixou-me em casa e seguiu o seu caminho. Tentei despachar-me ao máximo possível, sentia-me um pouco nervosa, pois eu ia ser a única rapariga no meio de tantas que não tinha como companheiro um jogador do Benfica, mas havia de correr tudo bem. Agarrei no saco com as coisas para o dia seguinte e o pijama. Desci já a Mariza estava há minha espera na sua mota, subi, e seguimos a direcção que a Romanella nos tinha indicado. Chegadas á sua casa, tocamos ah campainha e foi a Romanella quem nos veio abrir a porta. Entramos, cumprimentamos as raparigas enquanto a Romanella nos mostrava a casa, encaminhou-nos á casa de banho para nos trocarmos. Vestimos os pijamas e juntámo-nos ao resto das raparigas. Primeiro começamos por comentar os belíssimos pijamas de cada uma e como assunto vai puxado assunto demos por nós já estávamos todas a rir e a conversar.
-Pero hablen más sobre vosotros... – Disse a Magali.
- Sim sim, nois não sabemos nada sobre vocês. – Acrescentou a Luisa.
- Que querem que vos digamos? – Perguntou a Mariza.
- No sé, Sé allá. Digan alguna cosa. Alguna cosa sobre vuestras vidas o así. – Respondeu a Magali curiosa e querendo nos conhecer melhor.
- Então eu, moro com a minha mãe. O meu pai, irmão e muitos primos estão em Barcelona, a minha terra natal. Sou estagiária no Benfica, graças ao meu curso de Turismo. Ando mesma UNI que a Inês. Para além disso, pratico Dança: Ballet, contemporâneo, ritmos latinos, hip hop... – Falou a Mariza.
- Uau, um dia desses temos de combinar e cê ensina p’ra gente. – Brincou a Gabriela que já tinha muita confiança com a Mariza.
- Entonces y tú Inês? – Perguntou-me a Roamanella.
- Ah…eu…ah… Não há grande coisa para saber sobre mim. Eu moro nas Laranjeiras no memo apartamento que a Mariza, Como ela já referiu andamos na mesma Universidade, estou a tirar Desporto, Por isso tive de vir para Lisboa e deixar a minha família.
Acabei de falar e a Mariza e eu pedimos que as outras também falassem um pouco de si pois assim poderíamos conhecê-las um pouco mais.
- Tá bom então. Vamos fazer alguma coisa gentji? Que tal jogar dji verdade ou consequência? – Sugeriu a Luísa.
Todas concordamos, fomos buscar uma garrafa vazia e posemo-la a rodar. A ponta da garrafa aponta para a Mariza.
- Yo hago. – Ofereceu-se a Marta com os seus olhos semi-cerrados faiscando com os da Mariza. - Verdad o consecuencia?
- Verdade. – Disse a Mariza.
- Es verdad que tienes un caso con el Javi Garcia?
- Humm…Verdade. – Respondeu a Mariza enquanto mordiscava o seu lábio. Sentia-se acabada de ser apunhalada por uma enorme faca vinda dos olhos de Marta que só faltava deitar vapor de tanta raiva que fumegava.
- Huuuu…-Disseram as restantes raparigas.
- Siguiente. – Falou a Ana Laura. A garrafa começou a rodar e a sua ponta alcançou-me.
- Yo hago. Inês, Verdad o consecuencia? – Disse a Romanella esboçando um enorme sorriso malandro. Já ia aprontar.
- Es verdad que tú y el Rúben Amorim tienen un caso?
- Quê? Não, NÃO! Nada disso. Onde foram tirar essa ideia, NÃO!
- Hum... dijiste NO ahora vas al pozo. Tres consecuencias. – Observou a Coki.
- Ok, Romanella 3 consequências, vê lá o que me mandas fazer.
- Está bien. Entonces primera: Ligas a un amigo y dices que no te olvidas la noche del otro día; o entonces conectas a un amigo y dices que andas con un problema en el autoclismo; o por fin ligas a Fernando y dices que andas con saudades.. Cuál escoges?
- Ai o Fernando não por favor. - (Bem vou ligar ao Mauro e digo que não me esqueci da noite do outro dia, depois na escola explico-lhe melhor.) – Pensei eu.
- Escolho a 1ª. – Agarrei no telemóvel e carreguei no nº do Mauro, começou a chamar, elas estavam todas a olhar para mim para se certificarem de que eu fazia tudo correcto. Atenderam:
- Estou Mauro. Como é que estás?
- Não é o Mauro, é o irmão. O Mauro saiu e esqueceu-se do telemóvel, quem fala?
Engoli a seco, ai meu deus agora tenho de dizer isto ao Rúben.
- Então Inês, diz de uma vez. – Despachou a Luisa.
- Alô?! Quem fala?
- Ahh… Rúben! Não estava nada há espera que atendesses o telemóvel. – Estava tão nervosa que me esqueci do que tinha de dizer. Todas elas olhavam para mim ofegantes por me verem concluir a consequência, vá não ia custar nada, era só dizer e pronto. Bolas mas ele não é o Mauro, e agora?
- Inês? És tu?
- Era só para dizer que não me esqueci da outra noite. Beijinhos. – Mal acabei de falar desliguei, nem esperei uma resposta do Rúben. Elas riam-se, riam-se quem não estava a achar grande piada era eu, que me tinha acabado de meter numa grande embrulhada, o que é que o Rúben teria ficado a pensar?! Teria de esperar pela próxima vez que lá fosse a casa para lhe explicar. A noite continuou animada, com Karaoke, vimos um filme, jogamos ás cartas e já era bastante tarde quando demos pelas horas e nos fomos deitar.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Song's*15


Mariza caminha pela Marina de Oeiras


Javi conversa com Mariza


Chegada à vivenda & Shower Scene


Mariza&Javi Love Scene

Roupas utilizadas para o 15º Capítulo

Roupa utilizada por Mariza

15ºCapítulo - narrado por Mariza Martínez

As horas e dias passavam sem emoção e alegria. Nestes últimos dias devia parecer um zombie; não podia sair de casa a não ser para uma ida ao hospital, não podia dançar, era uma inútil! Rosnei de raiva. Graças à ajuda de uns colegas meus, tinha conseguido manter-me a par de todas as matérias que foram dadas, enquanto tive internada e enquanto não pude sair de casa. Mas, amanhã já podia ir às aulas e continuar a fazer uma vida normal (estas foram as amargas palavras do meu médico). Porque fazer uma vida normal, implicava fazer imenso desporto, como antes fazia. Coisa que não podia fazer durante mais algum tempo. Suspirei.
Mas, no fundo do meu ser, sabia que estes dias em casa me fizeram bem à cabeça.
O assunto de “Elena está grávida de Javi” não me saia da cabeça e por causa disso, andava toda mole e sem vontade de viver; não era companhia de jeito para ninguém.
Isto não era nada meu. Fui eu que disse há alguns meses atrás que nunca iria sofrer por causa de homens; nunca iria sofrer por amor. A língua paga caro! Oh, se paga!
Olhei para a rua, através da janela do meu quarto. O vento do Outono tinha acalmado, mas a espessa camada de nuvens ameaçava a tarde com chuvas. Mesmo assim, apetecia-me sair de casa, apanhar ar fresco e distrair-me. Arranjei-me, peguei na mala, desci as escadas e liguei a moto. Decidi ir à Marina de Oeiras, pois já lá não ia há algum tempo e eu gostava de caminhar por lá.
Pus uma música do Eminem a tocar nos meus fones e segui caminho.
Começou a chover, quando decidi regressar a casa, após uma longa caminhada.
Caminhei até à minha moto que estava estacionada em frente a um café com bom aspecto. Pela montra de vidro do café vi que o meu cabelo já escorria água.
Depois, algo me prendeu o olhar. Quando olhei para aquelas duas figuras belas sentadas numa mesa, nem quis acreditar! Eram Javi e Elena. O meu coração começou a bater e cem por minuto. Só queria evaporar dali, abrir um buraco no chão e enfiar-me lá dentro, tornar-me invisível. Corri até à minha moto como se fosse uma barata tonta. Sentei-me nela, pus o capacete e liguei-a. Não andou.
- Entonces, cariño? Qué pása? – questionava-lhe eu, preocupada. Saltei da moto e tirei o capacete para averiguar melhor o que raio se passava ali. Mal olhei para os pneus, tive de me esforçar imenso para não soltar o meu melhor grito de guerra. Estavam furados!
ÓH! Que miséria de vida! Porquê a mim?! Hum?! PORQUÊ?!
- Mierda! Mierda! Mierda! – berrava eu contra a chuva gelada e contra o vento que fazia o meu cabelo escharcado golpear-me o rosto. Pontapeei os pneus, furiosa. Senti uma picada na zona da barriga onde fui perfurada por uma estúpida bala.
- Mariza? Es tu? Qué pása? – perguntou uma voz latina e fina como seda.
Dilatei as narinas. Olhei para Javi.
- Estás toda mojada! Usted se enferma!
Oh, agora estava preocupado se com um bocadinho de chuva eu ficava doente?! Ele devia era repensar no meu estado mental, após o que aquela víbora me contou!
- Não te preocupes! – disse a minha língua, áspera e seca.
- Pero, qué pasó con las ruedas?
- Furaram os pneus.
- Entonces, ahora necesitas un paseo.
- Não, não quero. – sim, sim, agora ia aceitar boleia dele. Podes esperar sentado! – Eu chamo o reboque.
- Y permanecer aquí sola y atrapar con la lluvia? No! De ninguna manera!
A chuva não me incomodava nem me fazia mal... já ele... não podia dizer o mesmo.
- Ora! É exactamente isso que vou fazer!
- Yo no te voy a dejar! Venir a mi casa (que es próxima), se toma un baño caliente, una muda de ropa y yo te llevo a casa. Ah, y tenemos que hablar.
- NÃO!
- Por que no?
- Porque... Javi? Eu não consigo fingir que está tudo bem, quando não está! Magoaste-me...
- Daño? Cómo?
Bufei, desesperada.
- Tens cá uma lata!
- Qué? – não compreendendo nada do que eu estava a dizer.
- Depois de me ocultares que vais ser pai... e eu ter pensado que tu e eu... – Gostávamos um do outro... – Bem, não interessa!
- Qué estás hablando?! Yo? Padre? – dando uma gargalhada.
- Hey, pára de te rir! Não digas que é mentira! Eu vi a barriga da Elena! – atirei.
- Sí, Elena será una madre... pero yo no soy el padre. – afirmou, calmamente.
- Hã?! – pisquei os olhos, pois a chuva dificultava-me a visão. Quem agora não estava a perceber nada, era eu!
- Sí. Elena se quedó embarazada antes de llegar al Benfica. – Javi sugou uma gotinha de chuva que caiu no seu lábio inferior rosado. – Ella me traicionó... por lo tanto, es que comenzó a distanciarse de mí... – sussurou super triste.
. Oh, meu Deus! Agora... tudo faz sentido. Deves estar... destroçado... – engoli em seco, tentando desfazer o nó na minha garganta. Nem me passou pela cabeça lhe perguntar se ele estava a mentir, porque bolas!, eu conhecia tão bem aquele olhar; era tão sincero e puro de verdade.
- Roto? Yo? No... Elena fue pasado...  yo sé lo que quiero ahora. – murmurou estas últimas palavras muito perto de mim. Fechei os olhos, sentindo-o. Devido à mínima distância entre nós eu conseguia cheirar e saborear no ar o seu doce perfume, agora misturado com o odor da humidade.
- Hum... – ronronei.
- Y tú eres mi futuro...
Abri os olhos e vi-o a sugar todo o poder e fulgor que emanava no meu olhar felino e neste preciso momento, sedutor.
- O que queres dizer com isso? – indaguei com a voz fraca.
- Quiero decir que es lo que quiero.
- Sou? – perguntei, surpreendida.
- Tanta incertidumbre... ya deberías saber eso.
- Óh... hum... – comecei a corar, envergonhada.
- Ah, me encanta el rubor en sus mejillas. – comentou, aflorando as minhas bochechas. E eu adoro que tu adores, pensei.
- Estás con frío. Ven a mi casa.
Olhei para os seus olhos brilhantes, demasiado tentadores e convidativos.
Sinceramente, estava quase a beter os dentes com tanto frio que me fazia queixar desde a pele até ao osso.
- Está bem. – Javi sorriu, tirou o seu casaco e instalou-o nos meus ombros. Enquanto nos encaminhámos para o carro, passou um grupo de rapazes por nós e olharam-me de alto a baixo, trocando segredinhos uns com os outros. Assim sendo, Javi pousou o seu braço direito nos meus ombros e o seu queixo pairava no cimo da minha cabeça, chegando-me mais a ele. Um acto que só um macho alfa de uma matilha podia fazer: uma marcação de território. Soube-me tão bem ser apenas uma fêmea a precisar de miminhos e de ser protegida.


Quando Javi ia entrando na garagem, admirei o exterior da bela vivenda.
Entrámos em casa. O hall de entrada e a sala de estar eram decorados em tons de creme e grená. Javi levou-me até à casa-de-banho. Foi ao seu quarto buscar uma T-shirt e umas calças de treino largas. Senti um leve arrepio na espinha, pois lembrei-me da roupa que levei à Battle. Javi disse-me para pôr a roupa molhada à porta da casa-de-banho para depois ele levar para a máquina de lavar roupa e, de seguida, para a de secar. Assim o fiz. Entrei no polibã e assim que a água quente me penetrou nos poros, quente e carinhosa, senti-me instantaneamente melhor.
Ensaboei-me com um gel todo cheiroso que o Javi tinha.
Passado um bocado, ainda com a água a escorrer pela minha cabeça e pelo corpo, viro-me para a frente e esqueço-me de como se respira.
Javi tinha aberto a porta do polibã e estava em tronco nu a olhar para mim com uma expressão impotente. Não sabia se havia de me tapar ou assim, por isso, deixei estar o meu cabelo comprido a cobrir-me um pouco dos seios.
- Queres... entrar? – não sei onde raio tinha arranjado tanta coragem.
Voltei a respirar mas com fraqueza. E num piscar de olhos, Javi atacou os meus lábios carnudos, sedento. Sim, ele parecia um vampiro sedento de sangue, mas naquele caso, parecia sedento de mim. Passei os meus braços finos e firmes pelo seu pescoço, aprofundando o beijo, chegando-o mais a mim. Encaixavamo-nos tão bem e tão perfeitos como se fossemos duas pecinhas de um puzzle.
Deixei cair os meus braços mais para baixo e pescorri-lhe a espinha com o dedo indicador direito, fazendo-o arrepiar. Javi não largava os meus lábios ou a minha língua e eu nem sequer o deixava. Com as mãos curiosas, passei-as pelo seu peito maciço e pelos abdominais bem definidos. Javi movimentou-se e sem querer, fez-me distanciar-me dele, pois magoou-me na cicatriz da operação.
Ele apercebeu-se e baixou-se um pouco e beijou toda a cicatriz, causando-me arrepios de prazer. Triste, murmurei-lhe:
- É feia...
Ele franziu as sobrancelhas e abanou a cabeça. De seguida, virou-se ligeiramente.
E foi aí que eu vi que também ele tinha uma cicatriz e muito maior do que a minha. Percorri-a com os dedos, deliciada. Javi levantou o meu queixo e levou os seus lábios aos meus, docemente. Encaminhou-se para dentro do polibã.
Despiu-se e ambos perscutámos o corpo um do outro. Quando acabámos de tomar um banho de amor, secámo-nos um ao outro e depois, ele pegou-me ao colo e levou-me para o seu lindo quarto. Deitou-me na sua cama como se eu fosse uma frágil princessa. Beijámo-nos intensamente, tocando toda a pele que revestia o corpo de ambos. Após muitos risos, sorrisos, prazer, gemidos, suplicas e palavras de amor, unimo-nos num só corpo, num só ser apaixonadamente abraçado num nada em que tudo tinha acontecido.
It’s been a long time since I came around Been a long time but I’m back in town
This time I’m not leaving without you...
Pareceu-me ouvir a You And I de Lady Gaga, mas ainda estava meia-ensonada, por isso, não devia ser. Recomeçou a tocar de novo e senti alguém a fazer-me cócegas nas costas nuas. Virei-me (estava a dormir de barriga para baixo, encostada a um corpo muito forte e quente).
- Buenos diaz, amor. – disse a voz de mel do Javi. – Dormir bien?
- Mucho bien. – sorrindo-lhe.
- Tu telefono estaba sonando. – afirmou ele, pegando nele. Afinal, não era apenas a minha imaginação. Peguei no telemóvel e vi quem me tinha ligado. Começou a vibrar outra vez. Atendi.
- Bom dia, Loirinha!
- Bom dia? Bom dia? – perguntava ela, comendo as palavras muito apressada. – Onde raio te meteste?! Não vieste dormir a casa!
- Pois... – rindo-me. Fitei o Javi que estava com uma expressão facial malandra, como a minha. – Longa história, longa história. Depois eu conto-te.
- Mas, onde estás?
- Em boas mãos, acredita.
- Hum... com essa voz... ÓH, não me digas que estás com o Javi!
Ri-me e eu resposta pedi ao rapagão que estava ao meu lado para dizer algo pelo telemóvel.
- Soy yo, Inês.
- Óh, óh! Olá, Javi! O que é que os meninos fizeram para a Mariza estar com aquela voz. – Oh, meu Deus! Que vergonha!
Olhei para a colcha que tinha aos pés da cama e para o seu padrão preto e branco aos quadradinhos.
- Jogámos xadrez! – exclamei, rindo-me.
- Estou a ver que sim! Ainda bem que fizeram as pazes. Bem, Mariza não te esqueças que hoje temos a Pijama Party! Temos de ir às compras!
- Estou pronta para isso! – esboçando um largo sorriso.

domingo, 25 de setembro de 2011

Song's*14


Inês e Rúben falam sobre serem apenas "amigos"


David tenta convencer Inês a ficar em sua casa


David&Inês à noite

Roupas utilizadas para o 14º Capítulo

González observando Inês escolhendo um vestido para o jantar

Roupa utilizada por Inês no Jantar
Roupa que Inês tinha no cacifo