domingo, 28 de agosto de 2011

Song's*11


Encontro de Mariza e Elena


Troca de sms entre Javi e Mariza



Mariza vê Javi no Estádio

Roupas utilizadas para o 11º Capítulo

Roupa utilizada por Mariza

11º CAPÍTULO - narrado por Mariza Martínez

Os jogadores já estavam em campo, quando eu e Inês nos sentámos nas bancadas.
Os meus olhos seguiam involuntariamente cada passo que o Javi dava. Involuntariamente, porque eu não queria propriamente estar sempre a olhar para ele, mas nós eramos como imanes: ele mexia-se e eu também tinha de me mexer; ele olhava eu olhava. Ai credo, como estou a ficar paranóica! Inês estava super irrequieta ao meu lado. Os olhos de Rúben varriam as bancadas à procura de uma loirinha de olhos azuis que o deixava louco. Já Inês... queria manter uma bela distância entre os dois, pois tinha certezas de que tudo o que aconteceu com o Fernando se deveu ao caro Rúben.
Vi que Inês se virou para trás, observando as bancadas. Passado um bocado, exclama algo que assustou o meu pobre coração já aos pulos por ver o Javi a treinar.
- Ahhh, olha que moça tão bela, Mariza!
Eu e a minha curiosidade incontrolável, virámo-nos para trás e vimos a tão moça.
Senti os meus olhos flamejarem de tal maneira que as bancadas podiam começar a arder naquele mesmo instante. Sem dominar as minhas emoções à flôr da pele, levantei-me subitamente, com os sapatos a fazerem um barulhão em cada escada que subia.
Quando cheguei ao pé dela, esta olhou-me como se eu fosse um insecto inofencivo.
- O que estás aqui a fazer?
- Usted no tiene nada a ver con eso. – disse Elena Gomez com uma voz tão fatal que era capaz de quebrar um bloco de gelo.
- Vieste aqui para falar com o Javi? Ou melhor devo dizer: atormentá-lo?
- No digas tonterías, hijo.
- Eu. Não. Sou. Uma. Criança! – explodi. – Sê directa! O que estás aqui a fazer?
- Vine a ver mi novio. – afirmou ela. As minhas narinas dilataram-se.
- Penso que ele já não é teu namorado.
- Usted piensa mal, entonces. – dizia Elena sem olhar para mim uma única vez.
- Não me atires mais areia para os olhos! Sei que vieste aqui com outro propósito. Sinto-o. Também sou mulher, sabes? – estava a pensar que Elena tinha ali vindo para tentar uma reconcialiação com o Javi. O que era normal. Mas eu só queria que ela admitisse.
Elena olhou para mim pela primeira vez.
- Que?! Usted no sabe nada! No eres mujer! Eres un adolescente con problemas psicológicos! – berrou. Arregalei os meus olhos e ergui a minha mão para lhe acertar em cheio no rosto. Mas fui impedida pela mão da Inês que tentava segurar a minha, antes que eu fizesse algum disparate. – Crees que Javi te quiero?! No. No te quiere, querida! No te quiere! – continuava ela, provocando-me mais ainda.
- Anda, Mariza! Já chega! Tu não queres fazer isto! – murmurava Inês, puxando-me para trás.
- Ai, isso é que quero!
- NÃO! – berrou Inês e eu cedi. Afastei-me de Elena muito devagar, observando-a a mimar a palavra “infantil” nos seus lábios finos. Voltámos à nossa bancada com muito custo da minha parte. Meti os fones nos ouvidos para ouvir a música Zombie dos The Cranberries que me fazia acalmar em qualquer ciscunstância. Depois de estar mais calma, olhei com mais atenção para o campo. Os jogadores tinham-se separado em duas partes e fizeram duas equipas para cada parte. Olhei para o Javi e corei. Estava a fazer um bom jogo. Depois olhei para o outro lado do campo e vi as pobres figuras do Rúben. Não fazia uma única jogada acertada.
- Oh, Inês! Olha para o estado em que deixaste o rapaz!
- O quê? – Inês parecia estar na Lua. – Desculpa não estava aqui.
- Isso sei eu. Estava a falar do Rúben. Parece um hamster cego a correr atrás de um queijo que não consegue apanhar. Isto não é normal! E tu tens um bocadinho de culpa, sabes? Não lhe devias ter dito aquelas coisas mesmo antes do treino...
- EU?! Ai, agora ele é que é a vítima?!
- Não... só estou a dizer que...
- Se ele não está a jogar nada de jeito a culpa não é minha! Quero lá saber! O que importa é que o Fernando foi-se embora, por culpa dele!
- Dele? Onde é que o Rúben teve culpa, quando tu chamas-te “Rúben” ao Fernando?
- Eu enganei-me, está bem?! Errar é humano!
- Tu disseste o nome dele, porque se calhar querias que fosse ele a estar contigo...
- Não sejas tonta!
- E tu não sejas uma teimosa danada! Devias falar com ele...
- Eu não tenho nada para falar com ele!
- Tens sim! Deixa o orgulho de lado. Além do mais, ele é teu amigo! Foi ele quem te ajudou, quando o Fernando não estava cá para o fazer...
Inês ficou a matutar nas minhas palavras, mas nada disse. O treino acabou e quando me virei para trás, já não avistei Elena. Eu e Inês fomos até ao parque de estacionamento.
Felicitei o Javi pelo bom treino e ele agradeceu. Disse que estava com fome, por isso ía comprar qualquer coisa para ele comer num café ali perto. Disse-me para ficar ao pé do seu carro. Assim o fiz. Passados uns minutos, avistei Jardel...acompanhado pelo Rúben que estava com cara de poucos amigos.
- Jardel! – exclamei, dando-lhe dois beijinhos. – Tudo bem? Como está a Gabriela?
- Tou muito bem e você? A Gabriela está óptima.. um pouco atarefada com as coisas do casamento, mais está tudo bem. Eu vou agora ter com ela para a ajudar.
- Ai, sim? Hum, tinha esperança que pudesses levar uma amiga minha a casa. É que o Javi quer mesmo ver o meu ensaio que vou ter esta tarde...
- Ah, sua amiga precisa dji carona? Mais que azar! É que eu precisava mesmo de me encontrar com Gabriela rapidjinho.
- Ah, sim, eu compreendo... hummm Rúben? Tu é que podias fazer um favorzinho à Inês. – piscando-lhe o olho. Senti os olhos de Inês postos em mim com vontade de me partir o pescoço, mas mais tarde, acabaria por me agradecer (ihih).
- Eu não me importo, claro. – afirmou o Rúben com um brilhozito nos olhos.
- NÃO! Não preciso de boleia nenhuma! Eu apanho um táxi! – exclamou Inês.
- Aqui não arranjas táxi! Se tens esperança de encontrar um, esquece! – falou Rúben.
- Claro que não vais de táxi! Nem penses nisso! Sabes que não confio nos taxistas! Conduzem de uma forma tosca, acham-se sempre os maiores e estão sempre a deitar-nos o olho pelo espelho e isso é arrepiante! Não fico descansada, Loirinha! Aceita a boleia do Rúben.
Depois de muito insistirmos com ela, Inês lá aceitou a boleia. Eles já iam sair do parque e o Javi ainda não tinha voltado. Esperei mais um pouco, já preocupada, mas ele apareceu.
- Javi? Está tudo bem? Pareces tenso... – detectei assim que o vi.
- Hum... – ele esfregou a cana do nariz. – estoy un poco cansado...
- Há bocadinho não parecias, mas bem, se calhar é melhor ires para casa.
- No! Estoy ansioso por verte bailar! – sorrindo calorosamente. Como podia recusar?!
- Está bem. – entrámos no carro e eu deu-lhe as devidas indicações para chegar à Academia. Ricky estava à porta, esperando por mim. Apresentei o macho ao semi-macho e eles simpatizaram-se. Disse a Javi para subir umas escadinhas afim de ficar sentado nas bancadas. Assim o fez.
- Pronta para preparar o grande espectáculo de Outono? – perguntou Ricky. Suspirei.
- Claro! Já sabes o que vamos fazer?
- Ballet, o que mais poderia ser?! – questionou quase ofendido.
- Sei lá… eu estava com uma ideia em mente…
- Diz então.
- Hum… e se… misturássemos vários tipos de Dança?
- Que tipos de Dança?
- Talvez, Ballet, claro, Contemporâneo, algumas danças latinas, se calhar e… Hip Hop.
- Ballet: claro! Contemporâneo: vamos a isso! Danças Latinas: sei um pouco, mas tu de certeza que nos podes ajudar quanto a isso…
- CLARO! – rindo-me.
- Mas… hip hop?
- O que tem?
- Está completamente fora do meu alcance. Do meu e de todos os nossos companheiros.
- Achas mesmo?
- De certezinha.
- Hum…
Íamos entrar nos respectivos balneários, mas Ricky (como sempre fazia), parou em frente ao placar dos anúncios de Musicais e encontros de Dança da próxima semana.
- Alguma coisa de jeito? – interroguei, curiosa.
- Hum… nada de nada. Báh, só esta porcaria da Battle de Hip Hop.
- BATTLE DE HIP HOP?! Deixa-me ler! – desviei-me dele e li o panfleto. Esta Battle ia realizar-se na próxima Segunda-feira, ou seja, depois de amanhã na Amadora. Não podia perder isto por nada deste mundo!
- Não estás interessado, Ricky?
- EU?! Nem pensar. – disse ele com uma voz demasiado fina para os meus tímpanos. – Tu não estás a pensar em alinhar nisto…pois não?
- Queres vir comigo?
- Porque raio haveria eu de ir?
- Se calhar, para apoiares a tua amiga e, porque não, fazeres par com ela…?
- E desde quando danças Hip Hop?
- Consigo dar uns moves e tal e era óptimo se visse alguém a dançar. Aprenderia muito melhor. – fiz-lhe olhinhos.
- Não sei, Mariza… isto é perigoso! Ainda por cima na Amadora!
- Ah, agora estás com medo.
- Não é bem isso… Quero estar totalmente concentrado nas nossas novas coreografias que ainda nem sequer fizemos, mas…
- Pronto, como queiras, Ricky! Mas eu não vou perder isto! – arranquei o panfleto do placar e enfiei-o no saco de ginástica. Entrei nos balneários femininos e verguei o meu novo tutu branco. Dirigi-me ao salão e o meu olhar subiu para as bancadas. Javi estava lá super sorridente. Fiquei um pouco envergonhada, mas teria de agir com naturalidade.
Eu e os meus companheiros começámos a fazer os alongamentos e depois reunimo-nos num círculo sentados no chão a fim de trocarmos ideias para o espectáculo de Outono.
Expliquei-lhes as minhas revolucionárias ideias de um mix de vários tipos de dança. Alguns ficaram bastante repreensivos, mas no final, concordaram que ia ser bastante bom para todos, pois ficaríamos com conhecimentos acrescidos de vários ramos da Dança.
Começámos a escrever a história do espectáculo. Ia ser baseado em Romeu e Julieta de William Shakespeare. A única diferença é que nós não iríamos falar, mas sim dançar.
Decidimos fazer uma votação sobre quem deveria ficar com os papéis. Os primeiros a serem votados eram as personagens principais: Romeu e Julieta. Fizemos silêncio e votámos.
Contamos os votos. O namorado de Ricky, o Tiago foi eleito com três votos a mais do que Ricky. E…hum…fui eu a eleita para Julieta. O Javi gritou PARABÉNS. Ricky foi eleito para Mercutio. E ainda restavam alguns figurantes. Por fim, escolhemos as músicas e os possíveis tipos de dança adequados para cada cena. Na primeira noite que Romeu e Julieta passariam juntos, atirei a ideia de a Dança ser um Tango sedutor e intimidante. Começámos a trabalhar nas primeiras coreografadas. Adorei! Porque todos demos um pouco do nosso saber e ideias. Saí de lá de rastos (eheh).
Encontrei o Javi já sentado em cima do capó do carro.
- Fue maravilloso, Julieta!
- Gracias! Nem acredito que tenho uma dos papéis principais! – disse em extase.
- No puedo perder esta pieza! – sorrindo.
- Espero que corra tudo bem...
- Funcionará. – afirmou, dando-me a confiança necessária. Depositou-me um beijo na testa. Entrámos para o carro. Chegámos a minha casa rápido. Despedimo-nos com mais dois beijinhos e Javi quis certificar-se que amanhã iria ver o seu jogo. Claro que sim! Saí do carro e entrei em casa. Depois de jantar com a minha mãe, fui para o meu quarto e enterrei-me na minha fofa caminha. Decidi ligar ao Alejandro, o meu irmão, pois já não falava com ele há muito tempo. Ele fez-me uma grande festa (como sempre fazia; fofinho); informou-me das últimas novidades da família. Alejandro tinha feito novas músicas na sua guitarra e que as tinha tocado para a Belinda (a sua namorada). A relação deles andava muito bem. Alejandro contou-me também como estava a correr as suas aulas e tudo isso. Perguntou-me se era difícil ser universitária e como estavam a correr as minhas aulas de Dança. Disse-lhe que hoje tínhamos começado a planear o espectáculo de Outono que seria apresentando na segunda semana de Outubro.
- Y… y chicos, hermana?
- Chicos?... Hum…sí… - dando uma gargalhada.
- En serio? Dime, hermana. Quién es elle?
- Es español!
- ESPAÑOL? Bueno, bueno! Y cómo es él?
- Oh, elle es muy hermoso, inteligente, cariñoso… Él lo es todo! – rindo-me toda tonta apaixonada.
- Bueno, hermana, bueno! Cuántos años tien?
Clareei a garganta, um pouco envergonhada.
- 21
- 21?! – berrando, surpreendido.
- Sí… no es mucho mayor que yo…
- Muy bién…dónde trabaja?
- Él es jugador de fútbol…
- En serio? Bueno, cuál es su nombre?
- Javi García.
Alejandro não falou durante um bocado.
- Él era jugador del Real Madrid…
- Exacto, pero ahora es del SLB.
- Muy bién, muy bién y cuando usted trae a Barcelona?
- Oh, no lo sé, Alejandro. Él no es mi novio!
- No?!
- No… tal vez él no me quiere…
- Cómo no te quiere?
- No lo sé, Hermano. Bueno, estoy un poco cansada…
- Sí, sí, claro. Vai, vai. Buenas noches, hermana. Te amo.
- Mira, no vienes a Lisboa en las próximas semanas?
- Hum, no… por qué?
- Oh, por nada, por nada.
Tinha esperança que Alejandro e o meu pai viessem ver o meu espectáculo de Outono e também, passar o dia do meu aniversário comigo (que, by the way, era precisamente daqui a um mês). Mas, parecia que isso, não ia acontecer…
Desliguei a chamada, vesti o meu pijama e deitei-me. Dava voltas e voltas na cama, especialmente a pensar no encontro que tive com Elena Gomez no centro de treinos do Seixal. Ela tinha algo para dizer a Javi e pela minha leitura perspicaz ao olhar dela, era algo de sério. A minha curiosidade aguçada demais, flamejava dentro de mim. Lancei o braço até à mesinha-de-cabeceira às apalpadelas. Agarrei no telemóvel e enviei um sms ao Javi.
“ Hola, cómo estás? Elena estaba en el entrenamiento. Ella dijo que tenía que hablar con usted. Habló? Besos “
“ Hola, sí todo bién. Sí, habló… “
“ Y…? “
“ Quería hablar de la reconciliácion. “
“ Y tú? “
“ No, claro! “
“ Está bién… buenas noches, entonces “
“ Buenas noches. Te echo… “
Os meus olhos esbugalharam-se a ler as duas últimas palavras. Não queria acreditar que ele sentia saudades minhas. As palavras que escrevi foram muito sinceras e vindas do fundo do meu coração:
“ Te echo, también +.+ “.
E adormeci com um belo sorriso estampado nos lábios que esperavam ansiosos por beijar a bochecha morenita do rapaz que me metia ainda mais louca do quanto eu já era. Aquele rapaz por quem eu me estava realmente a apaixonar…
Tomei duche e abri o roupeiro com vivacidade. Optei por uma blusinha de cavas preta com milhares de lantejolas, umas leggings com padrões giros, um casaco de cabedal, uns sapatos altíssimos. Apertei um pouco de cabelo no cimo da cabeça e deixei cair o resto em caracóis esvoaçantes pelos ombros e costas. Como último toque, adicionei uma molinha em forma de borboleta de cor laranja. Peguei no meu cachecol do Benfica e enfiei-o na mala para não levantar suspeitas à minha mãe. Saí do quarto.
- Vais sair? – interrogou a minha mãe.
- Parece que sim… - disse pondo um pouco de batom de cieiro nos lábios.
- Com quem?
- Com a Inês.
- E vão onde?
- Vamos passear no Colombo.
- Hum, devem lá estar imensas pessoas, agora. Hoje joga o Benfica…
A sério, mãe?! AHAHAH!!!
- Não há problema. Vá, xau, senão ainda me atraso.
- Ainda te atrasas? Atrasar no quê?
Ou melhor, atraso o Javi. Vou encontrar-me com ele para este me dizer onde raio ficavam os camarotes. E ele tem de entrar antes de todos os adeptos. Por isso, tenho de ir mais cedo e estás a atrasar-me, páh! Ah (suspiro) era tão mais fácil se não tivesse de esconder coisas e mentir…
- Combinei com a Inês a chegarmos lá a uma certa hora. A nossa loja preferida fecha daqui a uma hora e talvez não seja tempo suficiente para fazermos todas as compras que queremos, o que é aterrorizante! Por isso, não nos podemos atrasar. Adiós, adiós, madre. – disse já descendo as escadas.
- Em Português, Mariza! – fechando a porta.
Desci as escadas em correria e euforia. Olhei para a minha moto e já lá estava Inês.
- Perdão, Loirinha. A minha mãe atrasou-me. – dei-lhe dois beijinhos.
- Não faz mal, Espanholita. Que fashion que estamos! – rindo-se.
- Temos de estar sempre bem, certo?
- Apoiada, apoiada. Mas ambas sabemos que hoje é um dia especial.
- Ai sim?
- Vamos ver um jogo do Benfica nos camarotes.
- Pois é. – mostrando a língua ao enrugar a pele da cana do nariz.
- V I P ZONE! – cantarolámos as duas ao mesmo tempo. Montámos na moto e lá fomos nós, rumo ao Estádio da Luz. Chegamos ao parque de estacionamento e eu e Inês dirigimo-nos ao sítio combinado entre mim e o Javi. Avistei o seu BMW preto reluzente e depois... ele. Oh! Aquele rapaz andava a dar-me cabo do coração.

sábado, 27 de agosto de 2011

Song's*10


Reacção de Fernando, quando Inês lhe chama de Rúben


Inês lê a carta deixada por Fernando


A conversa entre Inês&Rúben


Inês tenta manter distância de Rúben


Conversa nos balneários

Roupas utilizadas para o 10º Capítulo

 Roupa utilizada por Mariza
Roupa utilizada por Inês

10ºCAPÍTULO - narrado por Inês Oliveira

A campainha de minha casa toca:
-Estás esperando alguien?
- Não. Quem será a uma hora destas?
- Te deja estar ahí acostadita que yo voy a abrir la puerta.
O Fernando levanta-se veste uns boxers e vai em tronco nu abrir a porta. Quando a abre:
- Mariza?! Que haces aquí a una hora de essas?
- Fernando?! Que haces tú aqui? Não vinhas só amanhã?
-Sí, pero conseguí venir más cedo y disfrutar. Pero todavía no te he dicho lo que estás haciendo aquí?
- Há isso…. aaaa… vim buscar um pau de canela. – Respondeu com a 1ª coisa que lhe veio há cabeça. A Mariza não era lá muito boa a arranjar desculpas há pressão.
- Un palo de canela? Para que quieres uno palo de canela a una hora de estas?
- Apeteceu-me um arroz doce. Mas vais-me dar o pau de canela ou não?
- Voy a pedir hay Inês donde están.
- Não vais chatear a Inês agora. Deixa, já é muito tarde, eu faço amanhã.
- Yo voy a buscar.
Assim que o Fernando vira costas para ir há cozinha, a Mariza só pensou em correr dali para fora. E foi o que ela fez. Correu pelas escadas abaixo até sua casa. Antes que pudessem sair mais disparates daquela boca. Entrou em sua casa, foi directa ao seu quarto, e por lá ficou, com um sorriso estampado na cara, relembrando cada minuto da sua noite com Javi, de como tudo tinha sido perfeito, e de que me queria contar tudo, mas esse tudo teria de esperar pela manhã seguinte.
Entretanto o Fernando tinha voltado para o quarto:
- Quem era amor?
- No vas a creer. Era la Mariza.
- Não pode. A Mariza? A uma hora destas? Estranho. Que queria ela?
- Uno palo de canela.
- Hó Fernando agora a sério.
- Es verdad. Dijo que iba a hacer un arroz con leche.
- Um quê ? Ela nem gosta de arroz doce! Mas pediu o pau de canela e mais nada?
- No. Cuando yo fui a la cozinha buscar la canela, ella desapareció.
- Estranho. Ela não é nada dessas coisas. Mas deixa amanhã vou falar com ela, só espero que esteja tudo bem.
- De certeza que está. Y nosotros? Donde estábamos? – Disse Fernando levando os seu lábios aos meus, continuando a nossa noite tão esperada por ambos.
- Já tinha saudades de estar assim contigo, Rúben.
- Rúben? Estás gozando conmigo, verdad?
- Rúben? Eu disse Rúben?
Fechei a boca, arregalei os olhos, pensei porque raio tinha eu dito Rúben?
- Yo sabía, yo sabía que se pasaba alguna cosa entre los dos.
- Não Fernando, não é nada disso. Estás a entender tudo mal. Eu e o Rúben somos só amigos. Não sei porque raio te chamei aquilo, é certo que chamei, mas eu juro que é de ti que gosto, e nunca gostei de mais ninguém.
- Debes haber andado a reírte en mi espalda. El idiota fui yo, que pensé que eras diferente.
- Não digas isso Fernando. Vamos esquecer isto, por favor. Foi tudo um mal entendido. (engoli a seco) Não sei como foi isto acontecer, mas tens de acreditar em mim.
- Creer? Después de la cena esta noche no sé qué creer.c- Disse o Fernando com ar de desilusão.
- Podes perguntar ao Rúben se se passa alguma coisa entre nós? Claro que não! Não sejas tolo. É de ti que eu gosto. Por quem achas que tenho chorado este tempo todo? Fernando és tu, és tu o homem da minha vida.
- No. Si calhar tú no me mereces, y es normal que lo hayas elegido. Fue él quien estuvo aquí contigo, que te apoyó cuando más te necesitas,...
- Nem vás por aí Fernando.
Entretanto o meu telemóvel que se encontrava na minha mesa-de-cabeceira começa a vibrar com uma sms recebida.
- Es de él, no es?
Peguei no telemóvel, tentando segurar as lágrimas que forçavam cair dos meus olhos, não estando a acreditar no que estava a acontecer, olhei para o ecrã:
‘Mensagem recebida de Rúben Amorim’
- Entonces no vas a leer? Si es que estoy aquí, me voy ahora.
- Deixa-te disso. Sim é dele, e se quiseres podes lê-la tu. Já te disse que não tenho nada a esconder.
- No, la lee, no lo dejes hay espera.
Abri a mensagem:

‘De: Rúben Amorim
Olá Inês, desculpa estar a incomodar a estas horas, mas fiquei preocupado contigo, e com aquela conversa com o Fernando, espero que esteja tudo bem. Gostava de te ver amanhã no treino. Beijos, dorme bem.’


Pousei o telemóvel e olhei para o Fernando:
- Que quería él? No vas a responder?
- Queres mesmo saber? Não, não vou responder.
- Pero es por mi causa?
- E se for? Fernando eu não quero ficar assim contigo, não por causa de uma estupidez destas.
- Para mí no fue estupidez. Disculpa-me pero esta noche ya dio lo que tenía a dar, voy para la sala, porque no consigo estar más con una persona en quien no confío.
- Não digas isso Fernando, que me partes o coração. – Disse eu enquanto o via a arrumar as suas coisas e a levá-las para a sala. Naquele momento não aguentei mais e soltei as lágrimas que já habitavam em meus olhos já a algum tempo daquela conversa. Como poderia estar aquilo a acontecer?! Acordei na manhã seguinte tentado acreditar que tudo aquilo não tinha passado de um pesadelo. Quando cheguei há sala e não vi ninguém, nem nenhuma mala, comecei a ficar preocupada, até que olhei para a mesa da cozinha e lá se encontrava um bilhete, corri em direcção a ele, e li-o rapidamente:

‘Querida Inês, lo siento, me fui sin decir nada, pero se vio sacudida por lo que pasó allí la noche anterior y por lo eso decidí partir más cedo. Pido disculpas por las cosas que te dije ayer, pero no sabía en el que creer, fue todo dicho sin pensar. Tú eres muy importante para mí. Por ese modo que decidí darnos un tiempo, para sabérmelos lo que realmente queremos. Ayer por la noche le oí llorar, y eso dio cabo de mi corazón. Yo soy un cobarde que está huyendo pero no sé como lidar con la situación, disculpa Inês, pero mereces bien mejor, un hombre que trate de ti, y si este hombre es el Rubén, que sea, él es bueno y parece gustar mucho de ti. Sólo quiero que seas feliz. Te amo como nunca amé nadie:
Fernando Torres’


- Não acredito que ele se foi embora assim. Vou ligar-lhe! É melhor não. Ele tem razão, precisamos de pensar. Como raio foi isto acontecer. Eu nem gosto do Rúben dessa maneira, ou gosto?! É claro que não. Ele é só um bom amigo. Epá que treta, logo agora, que parecia estar tudo bem. Acho que agora quero é distância de jogadores de futebol, … - Falava eu, andando de um lado para o outro com a carta na mão.
Tocam há campainha:
- Mas quem será? Tou a ir.
Abri a porta:
- Loirinha! Hoje não venho interromper nada? Desculpa a cena de ontem há noite não sabia que o Fernando já cá estava e por falar no Fernando, onde está ele?
- Já não está. – Disse baixando a cabeça.
Mariza de imediato percebeu que algo não estava bem e abraçou-me sem pensar duas vezes.
- Então Inês? Que aconteceu?
- Anda entra.
Sentamo-nos no sofá e comecei a falar:
-Nem eu sei. Nós ontem estávamos super bem, fomos jantar todos juntos….
- Todos?! Todos quem? – Interrompeu a Mariza.
- Eu, o Fernando e o Rúben, …
- O Rúben? Que fazia o Rúben no vosso jantar? – Voltou a interromper.
- Ele estava cá em casa quando o Fernando chegou, então fomos todos.
- Sim, estou a ver, e o Fernando como ficou ao ver o Rúben?
- Ui, nem imaginas, ouve um bocado de confusão, mas rapidamente passou, fomos para o restaurante começamos a comer calmamente, e o Rúben estava-me a convidar para ir ver hoje o treino deles antes do jogo. O Fernando passou-se e nós fomos falar, e ele lá se acalmou, acabamos o jantar calmamente e passamos o resto da noite tranquila. Entretanto chegas-te tu e depois de teres ido embora, foi aí que estraguei tudo. Chamei Rúben ao Fernando…
- TU FIZES-TE O QUÊ?
- Pois eu não sei como foi nem porquê nem de onde veio o nome: Rúben, mas chamei disso é certo, opa Mariza, foi horrível devias ter visto a cara do Fernando, voltou a passar-se, pensa que eu e o Rúben temos um caso, que eu o traí, e hoje de manhã foi-se embora e só me deixou este bilhete. – Mostrei-lhe a carta e deixei que ela a lesse.
- Ai Inesita, nem sei o que te dizer amiga. Como o chamas-te de Rúben? Tu gostas dele?
- Nãooo! Quer dizer, acho que não. É claro que não, é do Fernando que eu gosto! Como foi isto acontecer, COMO? Mas espera. Agora que me lembro. Que fazias tu cá ontem há noite a uma hora daquelas? Está tudo bem contigo?
- Ai Loirinha, está tudo óptimo, melhor era impossível.
- Ui, conta, estás a deixar-me curiosa.
- Tens a certeza que queres ouvir? Olha quanto ao Fernando, é assim, só te digo uma coisa, a vida é para a frente e o que não faltam por aí são rapazes giros. Não te quero é ver para aí triste outra vez.
- Não isso não, aliás fui eu que cometi o erro, que ainda nem sei como, mas enfim,… Claro que quero saber, tudinho. Preciso se coisas boas, noticias boas.
- Então ontem lá no estágio, o Rodrigo foi ter comigo e beijou-me há força.
- Que nojento, mas o que esses palhaço quer de ti, que porco! Bahhh! E tu mandaste-lhe uma valente chapada, certo?
- Não foi preciso.
- Como não foi preciso? Ele deve gostar da comida do hospital só pode! Parvalhão!
- Não foi preciso porque depois apareceu o meu herói, que me salvou daquele nojento.
- Um herói?!
- Sim o Javi. Sabes? Aquele o ‘olhos lindos’ lembras-te?
- Não posso! A sério. Epá isso tá a ficar sério.
- Mas espera, depois ele foi treinar e quando voltou fomos lanchar e eu convidei-o para jantar. Fomos jantar, e no restaurante estavam lá uns colegas dele que não paravam de olhar para nós, e acabaram por lá nos irem cumprimentar. São todos super simpáticos, e tive a falar com um, o David Luiz, aquele que viste em casa do Rúben um dia, e tivemos a falar de ti.
- De mim?! Porque raios estiveram a falar de mim?
- Perguntei-lhe se ele te conhecia, mas sem sucesso. E ele depois disse-me uma coisa. Mas não sei se por bem te deva contar.
- Hó diz logo.
- Ele disse que o Rúben anda apanhadinho por uma miúda.
- Só isso?
- Não te incomoda? Nem um bocadinho?
- Já disse que não gosto dele! Somos só amigos. Continua lá a contar o jantar com o teu herói.
- Bem se tu dizes. Então depois eles deixaram-nos a jantar sozinhos e quando acabamos o jantar ele levou-me a um bar de karaoke, e foi lindo, cantamos os dois, uma música super romântica, e foi um final de noite perfeita. Depois ele trouxe-me a casa e eu queria logo contar-te tudo, mas tive que esperar até hoje e agora vim aqui para dizer para te arranjares e ires comigo ao treino deles, já que eu fui convidada e tu também.
- Há não, isso é que não. Desculpa mas não estou com grande disposição para sair hoje.
- INÊS! Mau, não vais começar pois não! Então que combinamos? A vida é para a frente por isso, vai-te lá vestir que eu fico aqui há tua espera para irmos dar uma voltinha para fazer tempo para irmos ao treino. Vá vá, despacha-te.
- Ai Mariza, que seca, não me apetece nada.
- Também não me apetece muita coisa, por isso toca a andar, vais ver gente nova, caras novas, vai fazer-te bem.
- Ok, convenceste-me. Dá-me 10min.
Fui até ao meu quarto escolhi a 1ª roupa que me apareceu há frente, não estava com cabeça para nada, nem para escolher roupas. Vesti-me, calcei uns ténis e fui ter com a Mariza há sala.
- Aí loirinha, muda essa cara. Alegra-te!
- Desculpa mas hoje não consigo, aproveita tu, enquanto as coisas correm bem.
Assim que disse isto, Mariza recebe um sms de Javi a dizer que já está lá em baixo há nossa espera. Descemos, Mariza apresentou-me ao seu ‘herói’, entrámos no carro lá fomos até ao seixal. Javi estacionou, saí-mos do carro, e na nossa direcção começaram-se a aproximar mais dois jogadores do Benfica, o Saviola e o Rúben, que vinham ter com Javi para se irem equipar.
- Inês? Uau sempre vieste ao treino! Que bom! Como estás? – Disse-me o Rúben super feliz por me ver ali vindo para me dar um beijinho. Desvie-lhe a cara mas ele nem se apercebeu e continuou a falar. - Então e amanhã vais ao nosso jogo? Sempre queres que te dê a minha camisola, não é? – Entretanto o Rúben percebe que algo não está bem. - Passa-se alguma coisa? Foi o Fernando? Porque é que ele não veio também?
- Devias guardar essa preocupação toda para a ‘rapariga ideal’.
- Hã? Que rapariga ideal?
Os olhos, de Javi, Saviola e Mariza, vagueavam entre mim e o Rúben, parecendo que estavam a assistir a um jogo de ténis, no qual não percebiam as jogadas.
- Isso agora não interessa! O que interessa é que ouvi e pronto! – Disse irritadiça.
- Como queiras! mas... Inês? Isso serão ciúmes...? – Disse o Rúben com cara de malandro. - Olha que o Fernando não deve gostar disso.
-TU! TU NAO TE ATREVAS A FALAR NO FERNANDO OU NO QUE PENSAS QUE EU SINTO OU DEIXO DE SENTIR! POR TUA CAUSA ACONTECERAM COISAS QUE NÃO DEVIAM TER ACONTECIDO! – Nervosa, saiu-me disparado da boca o que menos queria. - ACABOU RÚBEN! VAÍ-TE EQUIPAR. - A Mariza viu que a conversa já não estava a correr bem e levou-me pelo braço para irmos dar uma volta e só regressar-mos no inicio do treino.
-ESPERA! NAO ENTENDO! HEY NÃO TE VÁS EMBORA ASSIM! – Gritou-me Rúben enquanto me mirava, vendo-nos, a mim e há Mariza, a desaparecer dali e com uma mão no peito, a de Javi que o impedia vir na minha direcção e o fazia recuar.
Eu e a Mariza passeávamos pelo centro da cidade enquanto fazíamos tempo para os rapazes se equiparem. Nos balneários:
- Eu sinceramente! O que raio lhe deu?! Eu não entendo nada disto páh! – Dizia o Rúben andando de um lado para o outro, inquieto.
- Calma manz! São mulheres! São complicadas, cara! Mais que aconteceu? – Apareceu David, que de imediato ficou preocupado com estado do seu melhor amigo.
- Yo tampoco comprendí muy bien esta historia, pero me pareció que ella tiene novio, verdad? – Interrogou o Javi.
- Epaaa – Começou Rúben a falar esfregando a cabeça. - Ela namora com o Fernando Torres, Javi!
- QUÉ?! – Diz Javi super surpreendido.
- Esse rapazinho não é jogador dji futebol? Hey, Javi! Ele é espanhol como você né?
- Ella enamora con Fernando? Sí, David él y español. Lo que confunde aún más esta historia...
- Eles conheceram-se em Barcelona nas férias de Verão e têm namorado desde então. – Explicava o Rúben.
- Nossa, Deus do céu, quem iria crer?
- NO EL CREO!
- Mas podem acreditar! E o tipo teve de voltar pa Inglaterra e a Inês para Portugal. Ela tem sofrido bué com ele! E ainda por cima, continua a gostar dele, isso é que me irrita! Deve ser masoquista só pode... Bom, mas ele ontem apareceu lá em casa e ... eu estava com ela... e o gajo PASSOU-SE.
- Você? Em casa da Inês? Que tava fazendo lá com ela? – Perguntou David com ar de malandrice.
- Epá David, deixa-te de brincadeiras. Isto é sério!
Quem diria, o Rúben sério? Não era normal. David e Javi olhavam-no admiradíssimos:
- Sim, manz. Tou vendo que isso ta-se tornando sério... a garotjinha deve ser bem especial, hã?
(contendo um sorriso parvo) - É mesmo, David. É mesmo.
- Entonces usted tiene que luchar por ella, Rubén! mostrarle lo que sientes y que el fernando nao parece ser benefico para ella! Y si ella esta con problemas... tienes aún de a ayudar. si te gusta así tanto de ella, tienes que a ayudar!
- Olhem só! O nosso espanholito todo romantjico! Isso é experiência própria...? – Brincou David.
- No estamos hablando acerca de mí y Mariza. Estamos hablando de Rubén y Inês.
- Topa só isso Rúben! Javi e Mariza! Temos casal, ein?
Ignorando as palhaçadas do David, Javi volta-se para o Rúben:
- Oiste ruben? tienes que hablar con ella lo cuánto antes! esclarezcas lo que ella quise decir con aquello y muestres que estás aquí para ella. Pero ahora te concentra en el entrenamiento.
- É isso aí, viu? cê agora tem dji si concentrar no seu trabalho, depois tem tempo p’ra namoricos. – disse David dando-lhe uma palmada no ombro.
- Okay. (sorri) Obrigadão pelo apoio malta!
- Agora vamo dar o tudo por tudo nêssi treino antes do jogo, vamo lá pessoal!
Era chegada a hora do inicio do treino, os jogadores já se encontravam todos no relvado. O Rúben procurava-me nas bancadas começando a acreditar que eu já não vinha. Entretanto, chegadas ao centro de treinos eu e a Mariza fomos entrando e instalando-nos nas bancadas. A Mariza não conseguia tirar os olhos do Javi, e eu pelo contrário, só queria que os meus não se cruzassem aos de Rúben. Voltei de costas para o relvado, mirei a plateia:
- Ahhh, olha que moça tão bela Mariza! – Disse contemplando uma jovem elegante que descia as escadas por entre as bancadas do campo.
Mariza virou-se para a contemplar também, e os seus olhos automaticamente se arregalaram enfurecidos. Quem seria aquela misteriosa rapariga que deixava Mariza naquela estado?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Informações

Antes de mais, queremos agradecer pelo apoio e entusiasmo incondicional que eu e a Inês temos recebido pela continuação desta história =D
Vim informar-vos que durante uma semana ñ iremos postar nenhum capítulo =(
Pois a Inês está de férias e, sendo ela a escrver o próximo cap., 10º, será impossível postarmos. Mas, aqui vos prometo, que irei começar a trabalhar no meu, 11º, e assim que a Inês voltar a começar a escrever o 10º, iremos postar os 2 capítulos seguidos um ao outro sem + demoras (como fizemos com o 8º e 9º).
Obrigada, Beijinhos a todos e continuação de um bom Verão =D