domingo, 14 de agosto de 2011
8º CAPÍTULO - narrado por Inês Oliveira
Javi pegou Mariza pela mão levantando-a lentamente:
- Estás bien? Quién era ese imbécil?
- Estou Gracias. Não sei bem o que lhe deu, nem porque fez isto. Foste um herói. Obrigada mais uma vez. – Dizia Mariza com os seus olhos verdes a brilharem mas a sua cabeça ainda em choque com o que acabará de acontecer.
- Lo Siento, no leves a mal, pero me tengo de ir para el entrenamiento si no el mister me mata. Te veo aquí cuado salir? – Disse Javi enquanto se afastava em direcção à porta de acesso aos Balneários para se equipar.
No Treino – Relvado:
- Agora formem pares e comecem a correr ah volta do campo. – Mandava Jorge Jesus. (o treinador)
- Ei Manz, cê fica comigo? – Perguntava o David Luiz ao Rúben Amorim, mas este estava completamente distraído e não respondeu.
- Ei! Manz! Cê tá aí? – Insistia o David enquanto dava toques no ombro do Rúben para o chamar à atenção.
- Hã, há, sim, desculpa. – Respondeu o Rúben.
- Finalmente. Cê tava ondji?
- Deixa-te de disparates. Vamos treinar ou não?
Enquanto davam já algumas voltas:
- Manz, que cê tem? – Perguntava o David preocupado.
- Eu? Nada, porque a pergunta? – Disfarçava o Rúben.
- Cê tá muito estranho. Mi conta cara. Se bem tji conheço, tem garota metida né?
- Mano ela é perfeita, passamos a noite juntos….
- Tô vendo, malandro…
- Não, não tas a ver nada, não foi nada disso. Ela é mesmo especial. Meu! Nunca conheci ninguém igual.
- Ui, cê tá mesmo apanhadinho.
- Opá não digas isso. Espero que não. Não…, não posso tar.
- Calma aí rapaz. Agora não tou entendendo nada. Mais você não disse que a garota era perfeita?
- Disse.
- Então e tá dizendo que não quer nada com ela?
- Não é isso. É complicado.
- Isso tô vendo eu. Cê não desiste fácil não. Mi explica então.
- É que ela tem namorado e ao que parece gosta mesmo muito dele.
- Há tá tudo explicado. Mas não tem jeito dessa garota ficar com você? É qui né? Cê é jogador dji futjibol.
- Pois e o namorado também.
- Jura. A gentji conhece ele?
- Mais ou menos, mas eu vou dar um jeito.
- É isso aí Manz, assim sim é o Rúben que eu conheço. Mas veja lá qui vai fazer.
O treinador apita e os jogadores são mandados para os balneários. O Javi foi o 1º a entrar, seguido de Rúben e David.
- Vocês estão com muita pressa. – Dizia o David.
- Tengo que ir a tener con una Chica. – Dizia Javi enquanto tomava um duche rápido e se arranjava.
- E eu tenho de ir ver se a minha Deusa já está melhor.
Acaba Rúben de falar e logo se seguida ouvem-se uns assobios e comentários vindos do fundo dos duches.
- Tô mi sentido mal. Todo mundo namorando e saindo, e eu aqui, sozinho. – Resmungava o David.
- Hó não digas isso manz. Vais ver que um dia destes vai aparecer a miúda dos teus sonhos, a tua cara metade, e mais cedo do que imaginas. Agora fica bem que eu tenho de ir. Xau!
- Yo también voy. Pera que voy contigo para el estacionamiento.
No estacionamento:
- Olá. – Disse Rúben. Notava-se que estava com pressa.
- Olá. Como estás desde esta manhã? – Respondeu Mariza com um sorriso malandro na cara.
- Pera ahí? Se conocen? – Interrompeu Javi.
- Isso agora não importa. Sabes se a Inês está em casa?
- Sim, acho que já deve estar. Ela disse-me que tinha de preparar umas coisas e que não ia a tua casa.
- Hum…Ok, vou passar por lá então. Fica bem.
- Adeus!
- Ya podemos hablar?
- Desculpa, claro.
- Bueno creo que ahora tienes dos cosas para explicarme. Que me dices de un cafézinho allí en el Colombo?
- Aceito, mas tens de esperar um bocado, se não te importares, é que ainda estou de serviço.
- Claro que no me importo. Siendo así Yo estoy aquí para hacerte compañía.
Há porta do prédio de Inês e Mariza, já se encontrava que Rúben que se depara com a porta do prédio aberta e decide assim subir. Estava já frente a frente com a porta da casa de Inês e toca.
- Quem será? Não estou há espera de ninguém? É o Fernando? Ai meu deus é o Fernando e ainda não tou vestida como deve ser. Não, não pode ser ele. – Abro a porta. – Rúben? Que fazes aqui?
- Olá, vim saber como estavas.
- Entra, fica há vontade.
- Estás melhor?
- Sim sim, muito melhor, obrigada.
- Ainda bem. Pareces muito nervosa. Passa-se alguma coisa?
- Hó Rúben. Sabes bem que o Fernando chega este fim-de-semana. Tenho de ter tudo a jeito para quando ele chegar.
- Há, o Fernando, pois é.
- Cabeça a minha. Queres alguma coisa?
- Ya, quero-te a ti. – Murmurou Rúben.
- Disses-te alguma coisa?
- Disse que não queria, estou bem, obrigado. Se estiver a incomodar e quiseres que eu me vá embora diz.
- Não sejas tonto. Fica há vontade. Eu é que peço desculpa por não te dar muita atenção. Olha vou agora no instante ao meu quarto , alguma coisa chama.
- Ok, e tu se precisares de ajuda diz.
A campainha toca:
- Vai ver quem é pff.
Rúben abre a porta e fica de boca aberta enquanto segurava a maçaneta.
- Hola mi amor. Espera tú no eres mi novia! Me quieren ver que me engañé en la dirección?
- Rúben quem é? – Perguntava eu vindo pelo corredor saida do meu quarto. Quando reparo bem e vejo que há minha porta estava o homem que me andava a deixar louca de saudades.- FERNANDO, meu amor, que saudades. – Corri em direcção aos seus braços.
- Quién es este? – Disse Fernando desconfiado e com frieza.
- Um amigo, não comeces com coisas. Fernando este é o Rúben Amorim, Rúben este é o Fernando Torres. Vieste mais cedo. Pensava que só vinhas amanhã.
- Conseguí venir más cedo y decidí hacerte una sorpresa, creí que ibas a gustar. Pero ahora no sé se fue una buena idea. – Disse o Fernando sem tirar os olhos de Rúben.
- Hó, tas tonto?! Eu adorei. Mas anda entra. Eu ajudo-te com as malas. Como correu a viagem? Vais ficar cá em casa certo?
- Yo estaba pensando en permanecer en un hotel.
Rúben revira os olhos.
- Hotel? Fica aqui. Temos de aproveitar. – Dizia eu enquanto me aproximava de Fernando para o beijar apaixonadamente.
- Pero aún no percibí que hace este tipo aquí?
- Veio ver como eu estava, como bom AMIGO que é. Mas já estou melhor. BEM MELHOR. Por isso já estava de saída. Não estavas Rúben?
- Aaaa… Por acaso estava a pensar em ficar a fazer-vos companhia, hoje não tenho nada combinado.
- Mas como podes ver já tenho companhia. – Tentava eu despachar o Rúben e reparava que o Fernando já não estava a gostar lá muito da brincadeira.
- Espera ahí? Ver se estaba mejor? Que me está escapando?
- Sim, esquece, já passou, agora estás aqui é o que interessa neste momento.
- No, no, si mi niña no tiene estado bien, yo quiero saber. Él no dije aquello sólo por decir. Creo you.
- Nunca lhe disses-te? – Disse Rúben questionando-me. Voltando-se novamente para Fernando:
- É muito difícil perceberes? Então eu passo a explicar….- Ia dizendo Rúben um bocado irritado com a situação.
- Não Rúben! ACABOU!
- Acabou nada, ele tem de saber. A Inês tem chorado dias e dias por tua causa. Meu! Tu não percebes que ela gosta mesmo de ti. E agora tu apareces aqui assim depois de tanto tempo a achar que tá tudo óptimo e ainda vens com a lata toda a perguntar o que ela tem!
- Es cierto lo que dice? – Perguntou-me Fernando preocupado.
Baixei a cabeçae sem os nosso olhares se cruzarem respondi:
- É!
- Por qué no me cuentas te?
- Eu não te queria preocupar, e além do mais que adiantava? Não te podias meter num avião e vires, tens lá a tua equipa, os teus treinos, os teus jogos,…
- Hó yo por ti hacía cualquier cosa mi amor. Pero vaya, ya que estás bien mejor, donde vamos cena?
-Eu conheço um óptimo restaurante. – Metia-se Rúben na conversa fazendo-se de convidado.
- Pero él va con nosotros? – Retorquiu Fernando num tom bravio fazendo-me alerta de que queria um jantar só nosso, só nós os dois.
- Eu acho que não tem mal. – Respondi eu, não conseguindo dizer não ao Rúben, aliás acho que não conseguia dizer a ninguém.
- Estás bromeando no? – Insistia Fernando, já a não gostar muito da ideia.
- Que foi Fernando? Qual é a tua? Que se passa? Se não queres que o Rúben vá diz logo!
- Desculpem interromper mas se eu incomodar muito posso ir embora!
- É que nem penses! - Disse já exaltada com tanta confusão. Eu nem tava a reconhecer o meu namorado, ele não era assim, nunca foi, não percebia de onde vinha aquela atitude, que mal tinha um amigo meu ir jantar connosco? Aliás, depois de tudo o que o Rúben fez por mim ele merecia este jantar. - Não sei o que se passa contigo Fernando, mas é melhor acalmares-te, vamos todos jantar, apanhar um bocadinho de ar e depois voltamos para casa nada de mais.
- Tienes razón mi amor, no sé lo que me dio! Lo siento Rúben.
- Na boa.
- Vá agora que estamos todos mais calmos, vamo-nos arranjar para o jantar. Rúben também vais e quando tiver mais na hora de jantar apareces, ok?
- Ás 21h? Está bom?
- Perfeito, até já então.
Despedimo-nos de Rúben, fiquei no hall a olhar para a porta quando me volto, reparei nos olhos castanhos de Fernando postos em mim:
- Que se passa? Por que me olhas assim?
- Por qué no le dice nada? Porque era con él que hablabas? Inês, tú aún me amas?
- Ai que disparate. Que conversa é esta Fernando? Vou mas é mudar de roupa. – Disse já não estando a perceber nada e talvez fosse melhor nem tentar perceber e virando as costas em direcção ao meu quarto.
- Espera! – Disse agarrando-me no braço. - Por qué no has respondido?
- Hó Fernando e é preciso? – Beijei-o apaixonadamente. – Esta resposta serve? Vá agora vai mas é vestir-te. Fica há vontade.
Fui para o meu quarto escolher um belo vestido para o jantar. Abri o guarda-roupa e no meio de tantos vestidos que tinha trazido de Espanha não sabia por onde me agarrar, nem o que escolher. Ai a Mariza fazia-me tanta falta nestes momentos, ela sabia sempre o que vestir nas ocasiões certas, enfim, agarrei num monte de vestidos e coloquei-os em cima da cama. Bem não era um jantar muito formal, nem nada de cerimónias, ia ser com um amigo e o meu namorado, por isso nada de grandes coisas… Depois de tanto remexer nos vestidos acabei por encontrar um perfeito. Agarrei no vestido ele era metade bege/cinza metade preto, com um laço em uma das alças, escolhi uns sapatos e uns acessórios a condizer. Pousei tudo em cima da cama, e fui tomar um duche rápido. O Fernando já me esperava. Entretanto chega também o Rúben, e ambos me aguardavam em silêncio na sala. Não queria demorar muito, pois não era nada dessas coisas e não os queria fazer esperar. Coloquei um glosse, uns brincos, coloquei as pulseiras um anel, borrifei-me com um bocadinho de perfume, e fui ter com eles há sala.
- Chica, estás mucho hermosa.- Disse logo Fernando levantando-se automaticamente do sofá ao ver-me entrando na sala.
- Uau Inês, estás um espanto. Nem pareces tu.
- Sem exageros ok meninos. Bem e onde vamos exactamente Sr. Rúben?
- Em breve saberás. – Dizia ele, fazendo suspense.
Descemos as escadas do prédio, até ao parque de estacionamento, e fomos em diracção ao carro do Rúben, já que o Fernando não tinha trazido de Londres o dele. Entramos, o Rúben ia a conduzir, no banco ao lado ia o Fernando, e eu ia nos bancos de trás. Foi silêncio mortal até ao restaurante. Rúben estacionou, saímos do carro, e há medida que caminhávamos para a entrada do restaurante Fernando pegou-me na mão, e entrámos. Lá dentro uns dos empregados indicou-nos uma mesa, sentamo-nos. Veio outro empregado que nos perguntou o que bebíamos e nos deu a ementa, cada um escolheu o seu prato e a sua bebida. Não tardou muito já tinha-mos os pratos há nossa frente.
- Então como vão as coisas lá por Londres? Lá o futebol exige mais, é puxado. – Dizia Rúben rompendo o silêncio, tentando ter uma conversa civilizada com Fernando.
- Pronto, já estava a estranhar não tocarem no assunto ‘Futebol’. – Resmungava eu.
- Sí, es más difícil pero una persona acaba por habituarse y yo también ya estaba en liverpool no cambia mucho en la reacción el Chelsea, y los juegos son de gran calidad.
- Que foi Inês? Queres que mudemos de assunto? – Disse Rúben.
- Não não, só disse isto porque ainda nenhum de vós tinha falado em futebol. E sei bem como vocês são. – Disse rindo, porque enquanto estava em Barcelona o Fernando falava-me muito de Futebol e quando estava em casa do Rúben a fazer o trabalho com o Mauro era a mesma coisa, eu cá não me importava, eu adorava futebol.
- Y tú? como te están corriendo las cosas aquí?
- Bem, muito bem, assinei um contrato até 2013 com o Benfica, e é por cá que tenciono ficar, este é o meu clube e é por ele que tenho orgulho em jogar.
- Ahah, tão lindo, até já fazes rimas com o nosso grande clube.
- Eh, já sabes como é, inspira qualquer um.
- Quando é o próximo jogo? Já tenho saudades de ver o Glorioso em altas!
-Estás com saudades de ver um JOGO ou os JOGADORES? A propósito, podias vir ver o nosso jogo no Domingo! Assim levavas um mega cartaz para eu te dar a camisola. O que dizes?
- Ai tão modesto que eu sou. Não seja convencido menino Rúben. Mas é claro que vou apoiar o meu clube. Só o clube! Espera. – Virei-me para o Fernando. – Ficas cá até quando?
- Aún no está seguro. – Respondeu Fernando ainda com um assuntos por tratar, e só depois disso é que iria. - Pero se quieras ir va.
- Achas? Estás cá e só temos de aproveitar.
- Então isso significa que já não vais? – Perguntou-me o Rúben com um olhar entristecido.
- Hum… eu amanhã digo-te ao certo se vou ou não.
- Boa! Não te esqueças do cartaz.
- Rúben! Eu ainda não disse que ia.
- Eu sei que vais.
Fernando levanta-se enfurecido da cadeira:
-Creo que me voy.
- Estás doido? Vais para onde? Senta-te mas é, ainda nem acabas-te de jantar.
- Parece que no estoy haciendo aquí mucha falta.
- é só parecer mesmo! Só um minutinho Rúben. – Puxei o Fernando pelo braço e arrastei-o até há entrada do restaurante.
- Que é que se passa contigo Fernando? Eu sei que tu não és destas coisas, por isso não estou a perceber a tua atitude. 1º a cena lá em casa, agora isto? Tu não estás bem. Não gostas do Rúben é isso?
- No me gusta? Tú es que pareces que te gusta demasiado.
- Ai não acredito. Estás com ciúmes Fernando Torres?
- Vas a decir ahora que no tengo razones? Vosotros es sólo sorrisinhos y que conversa fue aquella del suéter?
- Abusos do Rúben. Hó meu amor, achas mesmo que podia haver alguma coisa entre mim e o Rúben? E tu ainda ligas ás conversas dele? Tolo, sabes bem que te amo.
- Lo siento mi amor. Estoy siendo un idiota y la ruina de la noche. Lo siento.
- Sabes, eu até achei fofo. Ficas ainda mais lindo assim cheio de ciúmes. Vá, mas agora vamos esquecer este mal entendido e vamos acabar de jantar. Temos de aproveitar muito bem a nossa noite.
- Claro, así espero. Terminamos la cena?
- Vamos.
Segui há frente. Fernando puxou-me pelo braço fazendo-me ir de novo ao seu encontro, beijando-me apaixonadamente.
- Te amo.
Sorri e de mãos dadas voltamos a entrar no restaurante. Sentámo-nos novamente.
- Inês passa-se alguma coisa? Está tudo bem?
- Está, não te preocupes. – Pisquei-lhe o olho para o descansar.
Concluímos o nosso prato e pedimos a sobremesa. O resto do jantar continuou calmamente e sem grandes conversas. O Rúben insistiu em pagar já que tinha sido ele a mostrar-nos o restaurante. Pagamos e fomos para o carro onde de seguida íamos para casa.
Já no estacionamento do prédio:
- Adorei o restaurante. – Disse eu.
- Só o restaurante? – Questionou o Rúben com o seu ar de malandro.
- Vá, também gostei da comida. – Notei que a cara dele estava a tentar dizer-me: só? E eu percebi o que ele queria ouvir e decidi assim deixa-lo feliz. – Pronto a companhia também não foi má.
- Não foi má? Tenho a certeza que adoras-te. Já está a ficar tarde, vemo-nos amanhã?
- Não sei, depois mando-te uma mensagem.
- Oh, ok, vou indo então. Beijinhos. – Despedimo-nos com dois beijinhos na bochecha. – Trata bem dela és um homem cheio de sorte. – Dizia ao Fernando, enquanto davam um forte aperto de mão.
- Yo sé.
O Rúben voltou a entrar no carro. Fernando e eu fomos subindo as escadas até minha casa. Estávamos já á porta, enquanto eu procurava a chaves de casa na mala, (eu odiava malas, acabava sempre por perder as minhas coisas lá dentro) o Fernando agarrou delicadamente os poucos cabelos soltos que tinha junto ao pescoço e ia-o beijando calorosamente. Abri a porta. O Fernando virou-me para ele, e beijo-me apaixonadamente. Sem separar-mos as nossas bocas ele tirou as chaves da porta e fecho-a. Ainda sem as nossas bocas se descolarem caminhávamos em direcção ao quarto. O Fernando começou a desapertar-me o vestido e eu tirei-lhe a t-shirt que levava vestida. Chegados ao quarto Fernando pousou-me cuidadosamente sobre a cama, onde iríamos permanecer pelo resto da noite. Pensávamos nós, porque entretanto tocam há campainha. Quem seria a uma hora daquelas? Quem interrompia aquele casal feliz?
- Estás bien? Quién era ese imbécil?
- Estou Gracias. Não sei bem o que lhe deu, nem porque fez isto. Foste um herói. Obrigada mais uma vez. – Dizia Mariza com os seus olhos verdes a brilharem mas a sua cabeça ainda em choque com o que acabará de acontecer.
- Lo Siento, no leves a mal, pero me tengo de ir para el entrenamiento si no el mister me mata. Te veo aquí cuado salir? – Disse Javi enquanto se afastava em direcção à porta de acesso aos Balneários para se equipar.
No Treino – Relvado:
- Agora formem pares e comecem a correr ah volta do campo. – Mandava Jorge Jesus. (o treinador)
- Ei Manz, cê fica comigo? – Perguntava o David Luiz ao Rúben Amorim, mas este estava completamente distraído e não respondeu.
- Ei! Manz! Cê tá aí? – Insistia o David enquanto dava toques no ombro do Rúben para o chamar à atenção.
- Hã, há, sim, desculpa. – Respondeu o Rúben.
- Finalmente. Cê tava ondji?
- Deixa-te de disparates. Vamos treinar ou não?
Enquanto davam já algumas voltas:
- Manz, que cê tem? – Perguntava o David preocupado.
- Eu? Nada, porque a pergunta? – Disfarçava o Rúben.
- Cê tá muito estranho. Mi conta cara. Se bem tji conheço, tem garota metida né?
- Mano ela é perfeita, passamos a noite juntos….
- Tô vendo, malandro…
- Não, não tas a ver nada, não foi nada disso. Ela é mesmo especial. Meu! Nunca conheci ninguém igual.
- Ui, cê tá mesmo apanhadinho.
- Opá não digas isso. Espero que não. Não…, não posso tar.
- Calma aí rapaz. Agora não tou entendendo nada. Mais você não disse que a garota era perfeita?
- Disse.
- Então e tá dizendo que não quer nada com ela?
- Não é isso. É complicado.
- Isso tô vendo eu. Cê não desiste fácil não. Mi explica então.
- É que ela tem namorado e ao que parece gosta mesmo muito dele.
- Há tá tudo explicado. Mas não tem jeito dessa garota ficar com você? É qui né? Cê é jogador dji futjibol.
- Pois e o namorado também.
- Jura. A gentji conhece ele?
- Mais ou menos, mas eu vou dar um jeito.
- É isso aí Manz, assim sim é o Rúben que eu conheço. Mas veja lá qui vai fazer.
O treinador apita e os jogadores são mandados para os balneários. O Javi foi o 1º a entrar, seguido de Rúben e David.
- Vocês estão com muita pressa. – Dizia o David.
- Tengo que ir a tener con una Chica. – Dizia Javi enquanto tomava um duche rápido e se arranjava.
- E eu tenho de ir ver se a minha Deusa já está melhor.
Acaba Rúben de falar e logo se seguida ouvem-se uns assobios e comentários vindos do fundo dos duches.
- Tô mi sentido mal. Todo mundo namorando e saindo, e eu aqui, sozinho. – Resmungava o David.
- Hó não digas isso manz. Vais ver que um dia destes vai aparecer a miúda dos teus sonhos, a tua cara metade, e mais cedo do que imaginas. Agora fica bem que eu tenho de ir. Xau!
- Yo también voy. Pera que voy contigo para el estacionamiento.
No estacionamento:
- Olá. – Disse Rúben. Notava-se que estava com pressa.
- Olá. Como estás desde esta manhã? – Respondeu Mariza com um sorriso malandro na cara.
- Pera ahí? Se conocen? – Interrompeu Javi.
- Isso agora não importa. Sabes se a Inês está em casa?
- Sim, acho que já deve estar. Ela disse-me que tinha de preparar umas coisas e que não ia a tua casa.
- Hum…Ok, vou passar por lá então. Fica bem.
- Adeus!
- Ya podemos hablar?
- Desculpa, claro.
- Bueno creo que ahora tienes dos cosas para explicarme. Que me dices de un cafézinho allí en el Colombo?
- Aceito, mas tens de esperar um bocado, se não te importares, é que ainda estou de serviço.
- Claro que no me importo. Siendo así Yo estoy aquí para hacerte compañía.
Há porta do prédio de Inês e Mariza, já se encontrava que Rúben que se depara com a porta do prédio aberta e decide assim subir. Estava já frente a frente com a porta da casa de Inês e toca.
- Quem será? Não estou há espera de ninguém? É o Fernando? Ai meu deus é o Fernando e ainda não tou vestida como deve ser. Não, não pode ser ele. – Abro a porta. – Rúben? Que fazes aqui?
- Olá, vim saber como estavas.
- Entra, fica há vontade.
- Estás melhor?
- Sim sim, muito melhor, obrigada.
- Ainda bem. Pareces muito nervosa. Passa-se alguma coisa?
- Hó Rúben. Sabes bem que o Fernando chega este fim-de-semana. Tenho de ter tudo a jeito para quando ele chegar.
- Há, o Fernando, pois é.
- Cabeça a minha. Queres alguma coisa?
- Ya, quero-te a ti. – Murmurou Rúben.
- Disses-te alguma coisa?
- Disse que não queria, estou bem, obrigado. Se estiver a incomodar e quiseres que eu me vá embora diz.
- Não sejas tonto. Fica há vontade. Eu é que peço desculpa por não te dar muita atenção. Olha vou agora no instante ao meu quarto , alguma coisa chama.
- Ok, e tu se precisares de ajuda diz.
A campainha toca:
- Vai ver quem é pff.
Rúben abre a porta e fica de boca aberta enquanto segurava a maçaneta.
- Hola mi amor. Espera tú no eres mi novia! Me quieren ver que me engañé en la dirección?
- Rúben quem é? – Perguntava eu vindo pelo corredor saida do meu quarto. Quando reparo bem e vejo que há minha porta estava o homem que me andava a deixar louca de saudades.- FERNANDO, meu amor, que saudades. – Corri em direcção aos seus braços.
- Quién es este? – Disse Fernando desconfiado e com frieza.
- Um amigo, não comeces com coisas. Fernando este é o Rúben Amorim, Rúben este é o Fernando Torres. Vieste mais cedo. Pensava que só vinhas amanhã.
- Conseguí venir más cedo y decidí hacerte una sorpresa, creí que ibas a gustar. Pero ahora no sé se fue una buena idea. – Disse o Fernando sem tirar os olhos de Rúben.
- Hó, tas tonto?! Eu adorei. Mas anda entra. Eu ajudo-te com as malas. Como correu a viagem? Vais ficar cá em casa certo?
- Yo estaba pensando en permanecer en un hotel.
Rúben revira os olhos.
- Hotel? Fica aqui. Temos de aproveitar. – Dizia eu enquanto me aproximava de Fernando para o beijar apaixonadamente.
- Pero aún no percibí que hace este tipo aquí?
- Veio ver como eu estava, como bom AMIGO que é. Mas já estou melhor. BEM MELHOR. Por isso já estava de saída. Não estavas Rúben?
- Aaaa… Por acaso estava a pensar em ficar a fazer-vos companhia, hoje não tenho nada combinado.
- Mas como podes ver já tenho companhia. – Tentava eu despachar o Rúben e reparava que o Fernando já não estava a gostar lá muito da brincadeira.
- Espera ahí? Ver se estaba mejor? Que me está escapando?
- Sim, esquece, já passou, agora estás aqui é o que interessa neste momento.
- No, no, si mi niña no tiene estado bien, yo quiero saber. Él no dije aquello sólo por decir. Creo you.
- Nunca lhe disses-te? – Disse Rúben questionando-me. Voltando-se novamente para Fernando:
- É muito difícil perceberes? Então eu passo a explicar….- Ia dizendo Rúben um bocado irritado com a situação.
- Não Rúben! ACABOU!
- Acabou nada, ele tem de saber. A Inês tem chorado dias e dias por tua causa. Meu! Tu não percebes que ela gosta mesmo de ti. E agora tu apareces aqui assim depois de tanto tempo a achar que tá tudo óptimo e ainda vens com a lata toda a perguntar o que ela tem!
- Es cierto lo que dice? – Perguntou-me Fernando preocupado.
Baixei a cabeçae sem os nosso olhares se cruzarem respondi:
- É!
- Por qué no me cuentas te?
- Eu não te queria preocupar, e além do mais que adiantava? Não te podias meter num avião e vires, tens lá a tua equipa, os teus treinos, os teus jogos,…
- Hó yo por ti hacía cualquier cosa mi amor. Pero vaya, ya que estás bien mejor, donde vamos cena?
-Eu conheço um óptimo restaurante. – Metia-se Rúben na conversa fazendo-se de convidado.
- Pero él va con nosotros? – Retorquiu Fernando num tom bravio fazendo-me alerta de que queria um jantar só nosso, só nós os dois.
- Eu acho que não tem mal. – Respondi eu, não conseguindo dizer não ao Rúben, aliás acho que não conseguia dizer a ninguém.
- Estás bromeando no? – Insistia Fernando, já a não gostar muito da ideia.
- Que foi Fernando? Qual é a tua? Que se passa? Se não queres que o Rúben vá diz logo!
- Desculpem interromper mas se eu incomodar muito posso ir embora!
- É que nem penses! - Disse já exaltada com tanta confusão. Eu nem tava a reconhecer o meu namorado, ele não era assim, nunca foi, não percebia de onde vinha aquela atitude, que mal tinha um amigo meu ir jantar connosco? Aliás, depois de tudo o que o Rúben fez por mim ele merecia este jantar. - Não sei o que se passa contigo Fernando, mas é melhor acalmares-te, vamos todos jantar, apanhar um bocadinho de ar e depois voltamos para casa nada de mais.
- Tienes razón mi amor, no sé lo que me dio! Lo siento Rúben.
- Na boa.
- Vá agora que estamos todos mais calmos, vamo-nos arranjar para o jantar. Rúben também vais e quando tiver mais na hora de jantar apareces, ok?
- Ás 21h? Está bom?
- Perfeito, até já então.
Despedimo-nos de Rúben, fiquei no hall a olhar para a porta quando me volto, reparei nos olhos castanhos de Fernando postos em mim:
- Que se passa? Por que me olhas assim?
- Por qué no le dice nada? Porque era con él que hablabas? Inês, tú aún me amas?
- Ai que disparate. Que conversa é esta Fernando? Vou mas é mudar de roupa. – Disse já não estando a perceber nada e talvez fosse melhor nem tentar perceber e virando as costas em direcção ao meu quarto.
- Espera! – Disse agarrando-me no braço. - Por qué no has respondido?
- Hó Fernando e é preciso? – Beijei-o apaixonadamente. – Esta resposta serve? Vá agora vai mas é vestir-te. Fica há vontade.
Fui para o meu quarto escolher um belo vestido para o jantar. Abri o guarda-roupa e no meio de tantos vestidos que tinha trazido de Espanha não sabia por onde me agarrar, nem o que escolher. Ai a Mariza fazia-me tanta falta nestes momentos, ela sabia sempre o que vestir nas ocasiões certas, enfim, agarrei num monte de vestidos e coloquei-os em cima da cama. Bem não era um jantar muito formal, nem nada de cerimónias, ia ser com um amigo e o meu namorado, por isso nada de grandes coisas… Depois de tanto remexer nos vestidos acabei por encontrar um perfeito. Agarrei no vestido ele era metade bege/cinza metade preto, com um laço em uma das alças, escolhi uns sapatos e uns acessórios a condizer. Pousei tudo em cima da cama, e fui tomar um duche rápido. O Fernando já me esperava. Entretanto chega também o Rúben, e ambos me aguardavam em silêncio na sala. Não queria demorar muito, pois não era nada dessas coisas e não os queria fazer esperar. Coloquei um glosse, uns brincos, coloquei as pulseiras um anel, borrifei-me com um bocadinho de perfume, e fui ter com eles há sala.
- Chica, estás mucho hermosa.- Disse logo Fernando levantando-se automaticamente do sofá ao ver-me entrando na sala.
- Uau Inês, estás um espanto. Nem pareces tu.
- Sem exageros ok meninos. Bem e onde vamos exactamente Sr. Rúben?
- Em breve saberás. – Dizia ele, fazendo suspense.
Descemos as escadas do prédio, até ao parque de estacionamento, e fomos em diracção ao carro do Rúben, já que o Fernando não tinha trazido de Londres o dele. Entramos, o Rúben ia a conduzir, no banco ao lado ia o Fernando, e eu ia nos bancos de trás. Foi silêncio mortal até ao restaurante. Rúben estacionou, saímos do carro, e há medida que caminhávamos para a entrada do restaurante Fernando pegou-me na mão, e entrámos. Lá dentro uns dos empregados indicou-nos uma mesa, sentamo-nos. Veio outro empregado que nos perguntou o que bebíamos e nos deu a ementa, cada um escolheu o seu prato e a sua bebida. Não tardou muito já tinha-mos os pratos há nossa frente.
- Então como vão as coisas lá por Londres? Lá o futebol exige mais, é puxado. – Dizia Rúben rompendo o silêncio, tentando ter uma conversa civilizada com Fernando.
- Pronto, já estava a estranhar não tocarem no assunto ‘Futebol’. – Resmungava eu.
- Sí, es más difícil pero una persona acaba por habituarse y yo también ya estaba en liverpool no cambia mucho en la reacción el Chelsea, y los juegos son de gran calidad.
- Que foi Inês? Queres que mudemos de assunto? – Disse Rúben.
- Não não, só disse isto porque ainda nenhum de vós tinha falado em futebol. E sei bem como vocês são. – Disse rindo, porque enquanto estava em Barcelona o Fernando falava-me muito de Futebol e quando estava em casa do Rúben a fazer o trabalho com o Mauro era a mesma coisa, eu cá não me importava, eu adorava futebol.
- Y tú? como te están corriendo las cosas aquí?
- Bem, muito bem, assinei um contrato até 2013 com o Benfica, e é por cá que tenciono ficar, este é o meu clube e é por ele que tenho orgulho em jogar.
- Ahah, tão lindo, até já fazes rimas com o nosso grande clube.
- Eh, já sabes como é, inspira qualquer um.
- Quando é o próximo jogo? Já tenho saudades de ver o Glorioso em altas!
-Estás com saudades de ver um JOGO ou os JOGADORES? A propósito, podias vir ver o nosso jogo no Domingo! Assim levavas um mega cartaz para eu te dar a camisola. O que dizes?
- Ai tão modesto que eu sou. Não seja convencido menino Rúben. Mas é claro que vou apoiar o meu clube. Só o clube! Espera. – Virei-me para o Fernando. – Ficas cá até quando?
- Aún no está seguro. – Respondeu Fernando ainda com um assuntos por tratar, e só depois disso é que iria. - Pero se quieras ir va.
- Achas? Estás cá e só temos de aproveitar.
- Então isso significa que já não vais? – Perguntou-me o Rúben com um olhar entristecido.
- Hum… eu amanhã digo-te ao certo se vou ou não.
- Boa! Não te esqueças do cartaz.
- Rúben! Eu ainda não disse que ia.
- Eu sei que vais.
Fernando levanta-se enfurecido da cadeira:
-Creo que me voy.
- Estás doido? Vais para onde? Senta-te mas é, ainda nem acabas-te de jantar.
- Parece que no estoy haciendo aquí mucha falta.
- é só parecer mesmo! Só um minutinho Rúben. – Puxei o Fernando pelo braço e arrastei-o até há entrada do restaurante.
- Que é que se passa contigo Fernando? Eu sei que tu não és destas coisas, por isso não estou a perceber a tua atitude. 1º a cena lá em casa, agora isto? Tu não estás bem. Não gostas do Rúben é isso?
- No me gusta? Tú es que pareces que te gusta demasiado.
- Ai não acredito. Estás com ciúmes Fernando Torres?
- Vas a decir ahora que no tengo razones? Vosotros es sólo sorrisinhos y que conversa fue aquella del suéter?
- Abusos do Rúben. Hó meu amor, achas mesmo que podia haver alguma coisa entre mim e o Rúben? E tu ainda ligas ás conversas dele? Tolo, sabes bem que te amo.
- Lo siento mi amor. Estoy siendo un idiota y la ruina de la noche. Lo siento.
- Sabes, eu até achei fofo. Ficas ainda mais lindo assim cheio de ciúmes. Vá, mas agora vamos esquecer este mal entendido e vamos acabar de jantar. Temos de aproveitar muito bem a nossa noite.
- Claro, así espero. Terminamos la cena?
- Vamos.
Segui há frente. Fernando puxou-me pelo braço fazendo-me ir de novo ao seu encontro, beijando-me apaixonadamente.
- Te amo.
Sorri e de mãos dadas voltamos a entrar no restaurante. Sentámo-nos novamente.
- Inês passa-se alguma coisa? Está tudo bem?
- Está, não te preocupes. – Pisquei-lhe o olho para o descansar.
Concluímos o nosso prato e pedimos a sobremesa. O resto do jantar continuou calmamente e sem grandes conversas. O Rúben insistiu em pagar já que tinha sido ele a mostrar-nos o restaurante. Pagamos e fomos para o carro onde de seguida íamos para casa.
Já no estacionamento do prédio:
- Adorei o restaurante. – Disse eu.
- Só o restaurante? – Questionou o Rúben com o seu ar de malandro.
- Vá, também gostei da comida. – Notei que a cara dele estava a tentar dizer-me: só? E eu percebi o que ele queria ouvir e decidi assim deixa-lo feliz. – Pronto a companhia também não foi má.
- Não foi má? Tenho a certeza que adoras-te. Já está a ficar tarde, vemo-nos amanhã?
- Não sei, depois mando-te uma mensagem.
- Oh, ok, vou indo então. Beijinhos. – Despedimo-nos com dois beijinhos na bochecha. – Trata bem dela és um homem cheio de sorte. – Dizia ao Fernando, enquanto davam um forte aperto de mão.
- Yo sé.
O Rúben voltou a entrar no carro. Fernando e eu fomos subindo as escadas até minha casa. Estávamos já á porta, enquanto eu procurava a chaves de casa na mala, (eu odiava malas, acabava sempre por perder as minhas coisas lá dentro) o Fernando agarrou delicadamente os poucos cabelos soltos que tinha junto ao pescoço e ia-o beijando calorosamente. Abri a porta. O Fernando virou-me para ele, e beijo-me apaixonadamente. Sem separar-mos as nossas bocas ele tirou as chaves da porta e fecho-a. Ainda sem as nossas bocas se descolarem caminhávamos em direcção ao quarto. O Fernando começou a desapertar-me o vestido e eu tirei-lhe a t-shirt que levava vestida. Chegados ao quarto Fernando pousou-me cuidadosamente sobre a cama, onde iríamos permanecer pelo resto da noite. Pensávamos nós, porque entretanto tocam há campainha. Quem seria a uma hora daquelas? Quem interrompia aquele casal feliz?
sábado, 13 de agosto de 2011
Último capítulo de Soulmates Never Die!
Postei hoje o meu último capítulo da fanfic Soulmates Never Die no blog:
http://marizawhatimwritting.blogspot.com
Leiam e por favor, expressem a vossa opinião, comentando o Cap.
Muito obrigada. Espero que gostem Beijos +.+
http://marizawhatimwritting.blogspot.com
Leiam e por favor, expressem a vossa opinião, comentando o Cap.
Muito obrigada. Espero que gostem Beijos +.+
quinta-feira, 21 de julho de 2011
7ºCapítulo - narrado por Mariza Martínez
Senti-me tão bem... tão cheia de vida e energia... tão completa...
Dirigi-me ao roupeiro, enquanto saltitava e dava suspiros.
Escolhi um corpete creme com umas diminutas florinhas, uma saia comprida castanha, até aos calcanhares e umas botas do estilo cowboy . Estava tão feliz que até me atrevi colocar uma flor rosa no cabelo encaracolado. Meti os fones nos ouvidos a ouvir Black Jesus (Amen Fashion) de Lady Gaga. Tomei o pequeno-almoço sem pressas. Olhei para o relógio, meti a mala ao ombro e saí sem dizer uma única palavra à minha mãe. Sentei-me na moto à espera de Inês que parecia mais atrasada do que o costume. Senti o meu telemóvel vibrar na mala; pensei ser Inês... mas estava enganada. Sorri ao atender.
- Jardel? Tudo bem?
- Olá, garota. Tudo bem com você?
- Tudo perfeito! Então, a ligares-me tão cedo... aconteceu alguma coisa?
- É preciso acontecer algumas coisa para falar com a minha amiga?
Ri-me.
- Não-não.
Ele também se riu.
- Na verdade, liguei para convidar você para almoçar hoje comigo e com a Gabriela.
- Ah, hoje?
- Sim, não vai trabalhar no Estádio?
- Sim, vou.
- Então, podemos combinar o almoço antes dji você ir para o Estádio... depois se você quiser até lhe dou uma carona.
- Carona?! – o que raio queria ele dizer com aquilo?
- Ah, desculpa. Às vezes me esqueço que você é espanhola.
- Não há problema. – rindo-me.
- Queria dizer, que lhe posso dar uma boleia.
- Ah, não-não, obrigada. Eu tenho moto.
- Ah, está bom. Daqui à pouco eu faço a reserva para o restaurante, depois envio uma mensagem para você, dizendo onde é.
- Fico à espera, então.
- Sabe, nós temos uma novidade para lhe contar...
- A sério? Diz, diz!
- Não, vai ter dji esperar até ao almoço.
- Ai, que mauzinho.
- Vá, vai para a Faculdade. Beijo. Até logo.
- Muy bién. Besos. – e desliguei. Olhei para as horas e decidi ligar à Inês; não atendeu. Comecei a ficar preocupada... decidi subir. Bati à sua porta e aguardei, tentanto acalmar-me.
Abriram a porta, mas não era quem eu esperava encontrar. Não era mesmo quem eu esperava encontrar. Não me tinha enganado na porta e/ou no prédio, pois não?! Hum, não. Então, porque raio tenho o Rúben Amorim à minha frente?!
- Hey, eu conheço-te! – exclamou ele, pensativo.
- É claro que conheces! – disse, rabiosa (ahaha). Detestava não estar a par do que acontecia à minha volta. Queria explicações! E já!!! – O que estás a fazer em casa da Inês?
- Conheces a Inês?
Levantei uma sobrancelha fina. Subitamente, ouvi a voz de Inês.
- Quem é, Rúben?
- SOU EU, INÊS! ESTAMOS ATRASADÍSSIMAS!!! – berrei-lhe.
Ela apareceu atrás de Rúben, com um ar ensonado e com a mesma roupa de ontem vestida.
- O que é que aconteceu aqui?! – perguntei, olhando para os dois.
- Eu... nós... – começou Inês. Deixou-me tão esclaredida aquela rapariga.
Inês viu que Rúben tinha o olhar fixo em mim, ainda a matutar como é que me conhecia e não conhecia.
- Ah, Rúben, é a Mariza Martínez, a minha grande amiga e vizinha.
Rúben ainda estava a olhar para mim com cara de parvo.
- Oh, rapaz! Eu trabalho no Estádio da Luz! Lembras-te? A menina simpática que diz “boa tarde” e aponta os nomes e matriculas dos carros de quem chega?
- AHHHHHHHH! Já me lembro!!!
Boa memória era coisa que ele não tinha, presumi.
- Fica sabendo que és muito falada no Benfica. – gracejou, rindo alto.
Abri mais os olhos e franzi a testa.
- És amiga do Javi e do Jardel, certo?
- Hum... sim, sou.
- Pois. Eles falam maravilhas de ti.
Corei abruptamente. Oh meu Deus! “Eles falam maravilhas de ti”... cada palavra ficou cravada na minha mente... não fiquei naquele estado crítico, por causa do Jardel, ele era um fofo... fiquei assim por quase do... Javi...
- Bom, não me desviem do tema principal! Quero saber o que aconteceu aqui!
- A Inês ficou até tarde em minha casa e eu decidi trazê-la a casa. Depois acabámos por ver um filme... e adormecemos. – explicou Rúben.
- E só acordaram agora?
- Exacto. – afirmou Rúben.
De certeza que me tinham omitido alguma coisa, mas não quis puxar muito mais o assunto.
- É melhor ires andando, Mariza. Eu ainda esotu super atrasada. – disse Inês.
- Pois estou a ver que sim. E como vais para a Faculdade?
- Eu levo-a. – declarou Rúben.
- Oh, eu não quero incomodar. – disse Inês.
- Não incomodas nada. Eu levo-te lá. Só tenho treino à tarde. – insistiu Rúben.
Inês acabou por aceitar; assim, despedi-me deles.
Apertei a mão a Rúben, fortemente.
- Foi um prazer conhecer-te, Rúben. – ele ficou surpreendido com a minha força e levantou uma sobrancelha. Depois sussurrei-lhe: - Vê lá se a tratas bem, hã? Senão, estás feito comigo! Expliquei-me claramente?
- Claramente? Claríssimo! Transparente, aliás!
- Óptimo. Vamos dar-nos bem.
Desci as escadas e fui para a Faculdade. Evitei conversas com o Rodrigo e avisei o Mauro que Inês ía chegar atrasada, mas que Rúben ía trazê-la à Universidade.
Na minha última aula, recebi um sms do Jardel que continha as coordenadas do restaurante. Mal soou o último toque, saí da Faculdade e guiei a minha motinha até ao restaurante. Juntei-me a Jardel e Gabriela (a sua namorada).
Começámos a almoçar e Jardel clareou a garganta.
- Engasgaste-te? – perguntei-lhe, preocupada.
Ele riu-se.
- Não...
- Estás nervoso! – exclamei, sorrindo-lhe.
Olhei para ambos; estavam nervosos e até ansiosos.
- Já percebi que se passa aqui alguma coisa e daqui a nada dá-me um ataque cardíaco! O Jardel disse que tinha uma novidade para me contar... quero saber! O que se passa?
Eles entreolharam-se.
- Chicos? Holaaaaaa?!
- Nós vamos casar! – disseram os dois em uníssono.
Abri muito os olhos, comprimi os lábios para não começar a rir histericamente com tamanha felicidade e adrenalina que senti no momento.
- Oh meu Deus! Muitos Parabéns! – levantei-me e dei um mega abraço a cada um. – Fogo! Não diziam nada! Eu aqui a pensar que era uma coisa trágica ou assim... seus doidos! Aiii que pombinhos perfeitos. Fico muito feliz por vocês! Quando há casório?
- Nós marcámos para 8 de Julho. – afirmou Gabriela.
- Ah, está bem. Óh, ainda falta tanto...
- Mas as novidades ainda não acabaram... e esta parte é mais complicada. – declarou Jardel.
- Então...?
- Quero tji convidar para seres a minha madrinha dji casamento. – disse ele.
- Oh meu Deus!!!
- E precisamos de uma resposta... não tem dji ser já... – adiantou Jardel.
- Estás a gozar comigo, Jardel?! É claro que aceito ser a tua madrinha! – berrei-lhe, excitadíssima com a ideia.
- Ahh, que bom! – exclamou ele, muito contente.
Acabámos de almoçar; eu e Jardel fomos para o Estádio. Despedimo-nos, mas não antes de apontar o seu nome e matricula no meu bloco de notas (ehhehh). Estava sentada na cadeira com rodinhas, cheia de tédio. Subitamente, ouvi um patinhar feroz a aproximar-se. Virei-me com o coração aos pulos.
- Credo, Rodrigo! Que parvo! É preciso seres assim tão sinistro a andar? – disse-lhe.
Senti o seu semblante forte e rigido; os olhos outrora cinzentos, quase pareciam pretos.
- O que se passa? Tomaste alguma coisa ou quê?
Rodrigo nada disse. Colocou as suas mãos em cima dos meus ombros.
- O que estás a fazer?
Agarrou-me nos braços e puxou-me para cima. Empurrou-me contra a parede cinzenta e dei um gritinho, devido ao forte impacto com a parede. Entrelaçou as suas pernas nas minhas, obrigando-me a parar de as mexer. Os seus lábios pressionaram os meus. Eu não parava de agitar a cabeça para os lados, mas ele mantinha-me a voz silenciada.
Com os braços, pernas, mãos e voz presos, só conseguia movimentar um pouco o tronco, mas do que me valia? Ele continuava a beijar-me, mas eu comprimia os lábios, evitando ao máximo a troca de ADN.
- PÁRA! – tentava dizer, berrando mentalmente.
- HEY! HEY! – gritou uma voz, enfurecida atrás de Rodrigo. Não queria saber quem era, apenas queria que me ajudasse a sair dali...por favor... o mais rápido possível.
Quando Rodrigo se virou, encarando o homem alto, eu caí de rabo no chão. A minha cabeça andava à roda e estava enjoada. Assim que a minha visão ficou mais nitída, olhei para cima, com um olhar suplicante.
Era o Javi. Javi. Era o Javi! Oh meu Deus! Era o meu salvador!
Ele dava fortes murros a Rodrigo, gritando coisas que os meus ouvidos não conseguiam ainda descodificar. Daí a poucos minutos, Javi deixou-o cair no chão com a cara vermelha e até ensaguentada. De seguida, virou a suia atenção para mim.
Olhei-o com gratidão. Ele ajoelhou-se. Pos levemente as suas mãos em cada lado do meu rosto. Fechei os olhos e senti os seus lábios quentes aflorarem-me a pele da testa.
Abracei-o e ele a mim. Murmurei:
- Gracias...
Dirigi-me ao roupeiro, enquanto saltitava e dava suspiros.
Escolhi um corpete creme com umas diminutas florinhas, uma saia comprida castanha, até aos calcanhares e umas botas do estilo cowboy . Estava tão feliz que até me atrevi colocar uma flor rosa no cabelo encaracolado. Meti os fones nos ouvidos a ouvir Black Jesus (Amen Fashion) de Lady Gaga. Tomei o pequeno-almoço sem pressas. Olhei para o relógio, meti a mala ao ombro e saí sem dizer uma única palavra à minha mãe. Sentei-me na moto à espera de Inês que parecia mais atrasada do que o costume. Senti o meu telemóvel vibrar na mala; pensei ser Inês... mas estava enganada. Sorri ao atender.
- Jardel? Tudo bem?
- Olá, garota. Tudo bem com você?
- Tudo perfeito! Então, a ligares-me tão cedo... aconteceu alguma coisa?
- É preciso acontecer algumas coisa para falar com a minha amiga?
Ri-me.
- Não-não.
Ele também se riu.
- Na verdade, liguei para convidar você para almoçar hoje comigo e com a Gabriela.
- Ah, hoje?
- Sim, não vai trabalhar no Estádio?
- Sim, vou.
- Então, podemos combinar o almoço antes dji você ir para o Estádio... depois se você quiser até lhe dou uma carona.
- Carona?! – o que raio queria ele dizer com aquilo?
- Ah, desculpa. Às vezes me esqueço que você é espanhola.
- Não há problema. – rindo-me.
- Queria dizer, que lhe posso dar uma boleia.
- Ah, não-não, obrigada. Eu tenho moto.
- Ah, está bom. Daqui à pouco eu faço a reserva para o restaurante, depois envio uma mensagem para você, dizendo onde é.
- Fico à espera, então.
- Sabe, nós temos uma novidade para lhe contar...
- A sério? Diz, diz!
- Não, vai ter dji esperar até ao almoço.
- Ai, que mauzinho.
- Vá, vai para a Faculdade. Beijo. Até logo.
- Muy bién. Besos. – e desliguei. Olhei para as horas e decidi ligar à Inês; não atendeu. Comecei a ficar preocupada... decidi subir. Bati à sua porta e aguardei, tentanto acalmar-me.
Abriram a porta, mas não era quem eu esperava encontrar. Não era mesmo quem eu esperava encontrar. Não me tinha enganado na porta e/ou no prédio, pois não?! Hum, não. Então, porque raio tenho o Rúben Amorim à minha frente?!
- Hey, eu conheço-te! – exclamou ele, pensativo.
- É claro que conheces! – disse, rabiosa (ahaha). Detestava não estar a par do que acontecia à minha volta. Queria explicações! E já!!! – O que estás a fazer em casa da Inês?
- Conheces a Inês?
Levantei uma sobrancelha fina. Subitamente, ouvi a voz de Inês.
- Quem é, Rúben?
- SOU EU, INÊS! ESTAMOS ATRASADÍSSIMAS!!! – berrei-lhe.
Ela apareceu atrás de Rúben, com um ar ensonado e com a mesma roupa de ontem vestida.
- O que é que aconteceu aqui?! – perguntei, olhando para os dois.
- Eu... nós... – começou Inês. Deixou-me tão esclaredida aquela rapariga.
Inês viu que Rúben tinha o olhar fixo em mim, ainda a matutar como é que me conhecia e não conhecia.
- Ah, Rúben, é a Mariza Martínez, a minha grande amiga e vizinha.
Rúben ainda estava a olhar para mim com cara de parvo.
- Oh, rapaz! Eu trabalho no Estádio da Luz! Lembras-te? A menina simpática que diz “boa tarde” e aponta os nomes e matriculas dos carros de quem chega?
- AHHHHHHHH! Já me lembro!!!
Boa memória era coisa que ele não tinha, presumi.
- Fica sabendo que és muito falada no Benfica. – gracejou, rindo alto.
Abri mais os olhos e franzi a testa.
- És amiga do Javi e do Jardel, certo?
- Hum... sim, sou.
- Pois. Eles falam maravilhas de ti.
Corei abruptamente. Oh meu Deus! “Eles falam maravilhas de ti”... cada palavra ficou cravada na minha mente... não fiquei naquele estado crítico, por causa do Jardel, ele era um fofo... fiquei assim por quase do... Javi...
- Bom, não me desviem do tema principal! Quero saber o que aconteceu aqui!
- A Inês ficou até tarde em minha casa e eu decidi trazê-la a casa. Depois acabámos por ver um filme... e adormecemos. – explicou Rúben.
- E só acordaram agora?
- Exacto. – afirmou Rúben.
De certeza que me tinham omitido alguma coisa, mas não quis puxar muito mais o assunto.
- É melhor ires andando, Mariza. Eu ainda esotu super atrasada. – disse Inês.
- Pois estou a ver que sim. E como vais para a Faculdade?
- Eu levo-a. – declarou Rúben.
- Oh, eu não quero incomodar. – disse Inês.
- Não incomodas nada. Eu levo-te lá. Só tenho treino à tarde. – insistiu Rúben.
Inês acabou por aceitar; assim, despedi-me deles.
Apertei a mão a Rúben, fortemente.
- Foi um prazer conhecer-te, Rúben. – ele ficou surpreendido com a minha força e levantou uma sobrancelha. Depois sussurrei-lhe: - Vê lá se a tratas bem, hã? Senão, estás feito comigo! Expliquei-me claramente?
- Claramente? Claríssimo! Transparente, aliás!
- Óptimo. Vamos dar-nos bem.
Desci as escadas e fui para a Faculdade. Evitei conversas com o Rodrigo e avisei o Mauro que Inês ía chegar atrasada, mas que Rúben ía trazê-la à Universidade.
Na minha última aula, recebi um sms do Jardel que continha as coordenadas do restaurante. Mal soou o último toque, saí da Faculdade e guiei a minha motinha até ao restaurante. Juntei-me a Jardel e Gabriela (a sua namorada).
Começámos a almoçar e Jardel clareou a garganta.
- Engasgaste-te? – perguntei-lhe, preocupada.
Ele riu-se.
- Não...
- Estás nervoso! – exclamei, sorrindo-lhe.
Olhei para ambos; estavam nervosos e até ansiosos.
- Já percebi que se passa aqui alguma coisa e daqui a nada dá-me um ataque cardíaco! O Jardel disse que tinha uma novidade para me contar... quero saber! O que se passa?
Eles entreolharam-se.
- Chicos? Holaaaaaa?!
- Nós vamos casar! – disseram os dois em uníssono.
Abri muito os olhos, comprimi os lábios para não começar a rir histericamente com tamanha felicidade e adrenalina que senti no momento.
- Oh meu Deus! Muitos Parabéns! – levantei-me e dei um mega abraço a cada um. – Fogo! Não diziam nada! Eu aqui a pensar que era uma coisa trágica ou assim... seus doidos! Aiii que pombinhos perfeitos. Fico muito feliz por vocês! Quando há casório?
- Nós marcámos para 8 de Julho. – afirmou Gabriela.
- Ah, está bem. Óh, ainda falta tanto...
- Mas as novidades ainda não acabaram... e esta parte é mais complicada. – declarou Jardel.
- Então...?
- Quero tji convidar para seres a minha madrinha dji casamento. – disse ele.
- Oh meu Deus!!!
- E precisamos de uma resposta... não tem dji ser já... – adiantou Jardel.
- Estás a gozar comigo, Jardel?! É claro que aceito ser a tua madrinha! – berrei-lhe, excitadíssima com a ideia.
- Ahh, que bom! – exclamou ele, muito contente.
Acabámos de almoçar; eu e Jardel fomos para o Estádio. Despedimo-nos, mas não antes de apontar o seu nome e matricula no meu bloco de notas (ehhehh). Estava sentada na cadeira com rodinhas, cheia de tédio. Subitamente, ouvi um patinhar feroz a aproximar-se. Virei-me com o coração aos pulos.
- Credo, Rodrigo! Que parvo! É preciso seres assim tão sinistro a andar? – disse-lhe.
Senti o seu semblante forte e rigido; os olhos outrora cinzentos, quase pareciam pretos.
- O que se passa? Tomaste alguma coisa ou quê?
Rodrigo nada disse. Colocou as suas mãos em cima dos meus ombros.
- O que estás a fazer?
Agarrou-me nos braços e puxou-me para cima. Empurrou-me contra a parede cinzenta e dei um gritinho, devido ao forte impacto com a parede. Entrelaçou as suas pernas nas minhas, obrigando-me a parar de as mexer. Os seus lábios pressionaram os meus. Eu não parava de agitar a cabeça para os lados, mas ele mantinha-me a voz silenciada.
Com os braços, pernas, mãos e voz presos, só conseguia movimentar um pouco o tronco, mas do que me valia? Ele continuava a beijar-me, mas eu comprimia os lábios, evitando ao máximo a troca de ADN.
- PÁRA! – tentava dizer, berrando mentalmente.
- HEY! HEY! – gritou uma voz, enfurecida atrás de Rodrigo. Não queria saber quem era, apenas queria que me ajudasse a sair dali...por favor... o mais rápido possível.
Quando Rodrigo se virou, encarando o homem alto, eu caí de rabo no chão. A minha cabeça andava à roda e estava enjoada. Assim que a minha visão ficou mais nitída, olhei para cima, com um olhar suplicante.
Era o Javi. Javi. Era o Javi! Oh meu Deus! Era o meu salvador!
Ele dava fortes murros a Rodrigo, gritando coisas que os meus ouvidos não conseguiam ainda descodificar. Daí a poucos minutos, Javi deixou-o cair no chão com a cara vermelha e até ensaguentada. De seguida, virou a suia atenção para mim.
Olhei-o com gratidão. Ele ajoelhou-se. Pos levemente as suas mãos em cada lado do meu rosto. Fechei os olhos e senti os seus lábios quentes aflorarem-me a pele da testa.
Abracei-o e ele a mim. Murmurei:
- Gracias...
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